Ártico

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

[SOCIAL] E se o que pensamos puder realmente mudar a matéria ?


Fascinante e altamente sofisticado, para dizer o mínimo, é o Global Consciousness Project que a Universidade de Princeton está conduzindo para tentar provar cientificamente se a mente pode influenciar a matéria. Explico melhor: será que existe realmente o inconsciente coletivo, uma conexão sinérgica das mentes humanas em escala global, capaz de prever ou influenciar algum acontecimento no mundo físico?

Exatamente como um sismógrafo, os cientistas interligaram computadores em 65 países, que aleatoriamente produzem números 0 ou 1 (como flipar uma moeda) 200 vezes a cada segundo. Um computador central vai compilando os resultados, analisando diversas correlações e desenhando gráficos em tempo real, e às vezes há padrões/picos na curva, porque houve uma massiva coincidência dos números. Ao confrontarem esses picos com fatos mundiais, surpreendentemente eles também coincidiam com grandes comoções como catástrofes naturais, mortes de celebridades (Papa, Lady Di), megaeventos (Olimpíadas, Copa do Mundo, vitória de Obama) e até o 11 de Setembro. Imagine as implicações filosóficas, religiosas e políticas dessa descoberta... Ainda cuidadosos e buscando manter o rigor científico, os membros do experimento negam que ele seja um modelo preditivo, mas ainda não têm uma explicação plausível para a ocorrência, que envolve física quântica, estatística, psicologia, cognição e biologia, e estimula a levar mais a sério o estudo da mente, da consciência humana e sua eventual relação com a matéria - a idéia que já não lhes parece tão absurda de que nossos pensamentos e emoções têm vibrações que podem criar nossa realidade.

Os estudos da consciência não são novos. Há o “DNA Phantom Effect” do russo Vladimir Poponin em 1995 (um filamento de DNA inserido num tubo de ensaio fez fótons dispersos se organizarem), portanto existiria um novo campo de energia sutil a ser estudado pela física quântica; outra experiência do exército americano provou que não existe limite tempo-espaço entre as emoções de um doador e as respostas do seu DNA mantido a km de distância; os estudos de Masaru Emoto registraram alterações moleculares na água conforme exposta a vibrações negativas ou positivas (música, palavras, sentimentos), gerando cristais bem ou mal formados. O escritor Gregg Braden em seu livro "O efeito de Isaías"e o filme "What the bleep do we know?" defendem justamente a idéia de que o tempo não é linear (passado-presente-futuro) mas também tem profundidade.

Você encontrará inúmeros filmes sobre o tema no YouTube buscando “global consciousness project” e aqui selecionei apenas uma reportagem, que está no site do projeto (http://noosphere.princeton.edu/) ou no endereço http://br.youtube.com/watch?v=x5D-mCxeRno

2 comentários:

Fernando disse...

Realmente, enquanto os cientistas continuarem negando a existência de um ser único e supremo - Deus - continuarão buscando respostas; mas a cada dia que passa a existência de outra dimensão, outra vida, outras forças fica cada vez mais próxima.
Fernando Domingues
http://fcd66.blog.uol.com.br

Anônimo disse...

Fernando,

Sem desrespeitar qualquer crença religiosa que vc tenha, na verdade o que os cientistas estão buscando é algo agnóstico, que não estabelece a existência de um ser único, nem sequer de um "ser", mas vamos colocar assim, alguma força, alguma energia organizadora, algo que vai muito além da nossa compreensão e das dimensões que percebemos conscientemente de tempo-espaço.

Precisamos ter o rigor de não aplicar qualquer tendência religiosa ou política a essa busca, sob pena de reduzi-la a discussões que não levam a nada a não ser a intolerância (vide 11 setembro, vide Hamas X Israel). Trata-se de um estudo sobre a FÉ, entendida como nossa força interior, contida na nossa alma, capaz de transformar e criar o mundo que nos cerca de modo nem aleatório nem predestinado; capaz de curar ou minimizar doenças com o pensamento positivo e as vibrações do amor. Enfim, como vc mesmo disse, outra dimensão, outras forças que nossa racionalidade e o positivismo andaram sufocando ultimamente.

abs e obrigada pelo comentário,
Patricia