Ártico

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

[MARCA] Mc Donald’s Sustentável – que impacto !


(Dica do aluno Arnaldo Rabelo da turma FGV MKT 5 em Bauru) -
Imaginem o volume de materiais descartados, água e energia usados pelas milhares de lanchonetes McDonald’s no Brasil? Pois é, numa iniciativa pioneira de ter “Restaurantes Verdes”, a operadora brasileira da marca vai inaugurar na Riviera de S.Lourenço, litoral de São Paulo, a primeira loja ecológica da rede na A.Latina, seguindo as diretrizes do US Green Building Council. Isso incluiu durante a obra o uso racional de energia e água, reaproveitamento de entulhos e reciclagem de materiais. Para reduzir o consumo de energia, um sistema desliga o ar condicionado e abre as janelas automaticamente conforme a temperatura externa. Energia solar aquece a água das torneiras da cozinha e vestiários, e alimenta os postes do drive-thru. Grande quantidade de paredes de vidro aproveita a luz natural e as luminárias perto das janelas só acendem quando necessário. Em todo o edifício é priorizado o uso de lâmpadas LED. Tudo isso gera uma economia de até 14% no consumo de energia.

Água da chuva abastece os mictórios, os vasos sanitários e a irrigação das plantas. Na cozinha e nos banheiros, as torneiras têm sensor elétrico para evitar o desperdício. A construção e a decoração priorizaram materiais renováveis, reciclados ou recicláveis e de produção regionalizada: pastilhas de casca de coco e de bambu, cerâmica do piso feita com vidros de lâmpadas fluorescentes e borracha, tintas à base de água, toda a madeira certificada e de replantio. No paisagismo só plantas da Mata Atlântica. Até um bicicletário com 15 vagas estimula o cliente a deixar o carro em casa.

Claro que para tudo funcionar foi necessário um grande trabalho de educação ambiental e treinamento dos funcionários. Como a colaboração dos clientes é essencial, a loja exibe um vídeo interativo, há quadros informativos na paredes e uma exposição permanente dos materiais usados.

Fontes: http://www.mcdonalds.com.br/institucional/imprensa_releases_interna.asp e blog http://www.reacaoambiental.com.br/

[PLANETA] Novo paradigma para a indústria de autos





Já postei algumas notícias sobre automóveis, parte essencial do aquecimento global, mas esta me deixou pasma: um carro movido a AR ! Engenheiro de motores da F-1, o francês Guy Negre desenvolveu desde 1991 um carro que pode ser abastecido por uma bomba de ar comprimido, faz até 150km/h, tem autonomia de 300km, com 80 cv de potência, ao custo de US$ 13,000. A patente do FlowAIR, protegida em 127 países, pertence à MDI (Motor Development International) e é aplicada a carros de uso urbano, tratores, barcos, pequenas aeronaves e geradores de emergência. Detalhe: o escapamento emite ar puro, totalmente livre de poluentes.


O conceito industrial também é inovador e um primor de sustentabilidade: pequenas fábricas espalhadas pelo mundo com transferência de tecnologia, que montam localmente 80% do veículo, diminuindo a emissão de CO2 ao encurtar a cadeia de distribuição e suprimentos. Os números impressionam, comparados a uma montadora tradicional: 1/3 da área ocupada, 1/4 da dimensão de uma fábrica convencional, 1/5 do investimento total e 30% mais funcionários, gerando ganhos sociais locais. Menos poluição e consumo de energia, menos taxas de importação e remessas de capital para o exterior. Resultado: responsabilidade socioambiental, a menor custo.


A Air France e a Tata Motors (Índia) já compraram a tecnologia. Os carros devem em breve circular como táxis na França, China e Japão, que já mostraram interesse. Veja o filme.




[MARCA] As empresas brasileiras de melhor reputação


As empresas brasileiras não fizeram feio na pesquisa global que o Reputation Institute conduz desde 1999 para medir a reputação das maiores empresas do mundo (em faturamento). Em 2008 foram analisadas 1.000 empresas (22 brasileiras) em 27 países, por entrevistas com 60.000 consumidores. Emplacamos cinco entre as 50 mais bem avaliadas do mundo: a Petrobrás (20º), Gerdau (24º), Usiminas (40º), Vale (43º) e Correios (50º).


A metodologia do “Global Pulse” analisa quatro atributos essenciais – estima, admiração, confiança e sentimento - em sete pilares estratégicos para a formação da reputação de uma empresa: Produtos/Serviços, Desempenho Financeiro, Inovação, Cidadania, Governança, Liderança e Ambiente de Trabalho. A campeã absoluta em 2008 foi a Toyota, seguida do Google e da dinamarquesa Ikea.


Na análise setorial, é interessante notar que as empresas de melhor reputação são fabricantes de Produtos, principalmente de consumo, computação e eletrônica. Não surpreende que as piores estejam no setor de Serviços, como telecom (novidade?), seguidas de serviços financeiros, transporte, mídia e construção. Para esses, que lidam com intangíveis, o desafio de comunicação é maior, sem falar na própria prestação dos serviços por suas características de inseparabilidade, simultaneidade, alta perecibilidade, variabilidade e dependência do fator humano.

Outras empresas brasileiras entre as 200 melhores: Votorantim (54º), CSN (72º), Grupo Pão de Açúcar (132º), Banco do Brasil (165º), Braskem (176º), Casas Bahia (178º) e Odebrecht (180º).

[DIGITAL] A Noosfera - um conceito para ser levado a sério


O conceito da Noosfera é atribuído ao filósofo francês Teilhard de Chardin. Assim como existem a Atmosfera, a Geosfera (matéria inanimada) e a Biosfera (vida biológica), existe também a esfera das idéias, formada por produtos culturais, pelo espírito, linguagens, teorias e conhecimentos, ou seja, a capa mental do planeta. A Noosfera, derivada da palavra grega nous ("mente"), é a "soma total do conhecimento e experiências humanos", alimentada quando pensamos e nos comunicamos. Ela inclui desde os nossos sonhos privados até o conhecimento do Universo. Assim como o surgimento da vida transformou significativamente a Geosfera e o surgimento do conhecimento humano e das ciências alterou a Biosfera, a Noosfera seria a terceira etapa no desenvolvimento da Terra, catalizada e acelerada pela tecnologia da informação.

Para ter uma noção das implicações desse conceito, basta ver como a web contribuiu para distorcer as noções tradicionais de espaço e tempo - abolir fronteiras comerciais, relativizar distâncias, dinamizar a comunicação e deslocar o poder das empresas para os indivíduos -, além de todos os impactos causados na nossa vida pelo surgimento do Ciberespaço - um mundo virtual que descarta a necessidade do homem físico para a comunicação e o relacionamento, dando ênfase à imaginação e à criação de uma imagem anônima ou idealizada. A rapidez com que o ciberespaço se desenvolve - através de internet, celular, pagers –, sendo um meio supostamente acessível e democrático (redes sociais, prossumidor, jornalismo participativo, blogs, wikis, flash mobs), desencadeia uma verdadeira revolução social, com desdobramentos que terão uma interferência cada vez maior na vida humana e obrigarão as empresas e indivíduos a repensarem seus modelos de relacionamento.
A universidade de Princeton conduz o projeto "Consciência Global - registrando a coerência e a ressonância no mundo" (noosphere.princeton.edu) com o objetivo de encontrar provas científicas de que existe a consciência global, ou o inconsciente coletivo.

[DIGITAIS] Já ouviu falar de Socialware, Mindware, Knoware, Netware? Bem-vindo à Sociedade da Consciência !


Assim como as “learning organizations” surgiram na Sociedade do Conhecimento, que exigia inovação constante, que tipo de empresa sobreviverá com sucesso na nova onda, que Peter Drucker chama de “Era da Sabedoria”?

Na transição para a futura “Sociedade da Consciência” (ou Sabedoria), caminhamos na direção de um cérebro global segundo Peter Russel e grandes visionários do ciberespaço e da cybercultura como Pierre Levy e Theillard de Chardin, que desenvolveram trabalhos inovadores sobre Inteligência Coletiva, Árvores do Conhecimento e Noosfera.

Por isso os CEO´s precisarão contar com CIO’s (Chief Information Officers), CKO´s (Chief Knowledge Officers) e cada vez mais com CVM´s (Chief Values Management Officers), responsáveis pela vida comunitária e suas inter-relações com o ambiente, mantendo vivo o espírito da organização (visão, missão e valores), estabelecido na sua carta de princípios, e o flow organizacional, um estado altamente estimulante e criativo de leveza, clareza e confiança.

Além das competências intelectual e emocional será necessária uma nova competência transpessoal - um estilo de liderança transformadora que valorize o autoconhecimento e auto-realização individual e coletiva, estimulando o pleno desenvolvimento do potencial humano (mindware e heartware), a integração e a participação de todos os stakeholders através de novas formas colaborativas, cooperativas e co-criativas (groupware, socialware) em ambientes que favoreçam a intuição, a criatividade e o trabalho em equipe, sustentadas por novas tecnologias (netwares/redes sociais, e knowares/gestão do conhecimento) e relacionamentos com alto nível de integridade, cooperação, convergência, compromisso e respeito mútuo.

“A Sabedoria é o conhecimento temperado com o discernimento”.(Peter Drucker)


Fonte: http://mercadoetico.terra.com.br/colunas.view.php?id=26 – artigo de Arnoldo de Hoyos

domingo, 28 de dezembro de 2008

[PLANETA] Cadeia de Suprimentos mais verde em doze passos


Os especialistas Paul Brody e Mondher Ben-Hamida da IBM Global Business Services sugerem 12 medidas práticas para se obter uma cadeia produtiva mais eficiente, econômica e ambientalmente amigável, através da redução do consumo de energia – e portanto emissão de carbono.

1. Redesenhar o produto – tornando-o mais leve, fácil de reciclar ou descartar, com menos componentes, para encurtar a extensão da cadeia.


2. Reconfigurar o processo produtivo – através de gestão ambiental, aproveitar resíduos, eliminar desperdícios e rejeitos poluentes.


3. Priorizar fornecedores sustentáveis – ainda que inicialmente mais caros, eles se pagam com o valor agregado à marca e ao produto.


4. Encurtar distâncias – trabalhar com fornecedores locais, mais próximos.


5. Mudar exigências de nível de serviço – cláusulas de just-in-time e min-max podem gerar entregas em lotes não econômicos e é preciso computar as emissões de carbono nos custos e qualidade dos produtos.


6. Diminuir as embalagens – repensar dimensões dos produtos e embalagens para otimizar a cubagem do transporte da carga, bem como materiais usados, para posterior reaproveitamento ou reciclagem.


7. Planejar a cadeia reversa – cada vez mais por imposição governamental as empresas serão obrigadas a assumir responsabilidade pelo descarte de seus produtos (no Brasil, ver legislação “Berço ao Túmulo).


8. Consolidar as remessas – planejar cuidadosamente a localização dos centros de distribuição e transportadoras parceiras.


9. Planejar rotas menores – pasme, a UPS economizou 28.5 milhões de milhas, 3 milhões de galões de combustível e emissão de 31.000 ton/CO2 em um ano usando um software que calculou rotas sem viradas à esquerda. Não se acomodar com meios de transporte e rotas tradicionais.


10. Coordenar esforços com parceiros – integrar a cadeia de suprimentos online, com rastreabilidade em todas as etapas.


11. Computar todo o ciclo de vida do produto – mensurar o consumo de energia e emissão de CO2 não apenas na fabricação ou distribuição, mas na operação varejista, no uso pelo consumidor e no descarte.


12. Começar já – priorizar as atividades que estão sob controle da empresa, para depois integrar os parceiros da cadeia produtiva. O mercado já está exigindo essas posturas, e quanto antes a empresa iniciar, melhor.

[PLANETA] Sustentabilidade demanda novo tipo de contabilista


A preocupação com a Sustentabilidade fez surgir uma nova profissão - o Contabilista Ambiental - responsável por mostrar ao mercado e ao próprio empreendedor como os impactos socioambientais da empresa podem afetá-la financeiramente. Ele atua como um consultor, orientando o que o empresário deve fazer para comprovar os benefícios ao meio ambiente e à sociedade - os ativos ambientais.
Por outro lado, os passivos ambientais (poluição, desmatamento, danos à saúde etc) interferem diretamente no balanço patrimonial da empresa e cabe ao contador registrá-los e providenciar o pagamento das multas e fiscalização. Por meio de cálculos, estimativas e registros nos relatórios e balanços, o empreendedor terá controle dos futuros gastos e investimentos necessários para compensar eventuais prejuízos causados.


Com um modelo já implementado pelo CFC, o balanço ainda não é obrigatório, mas a partir de 2009/2010 haverá um projeto legislativo nesse sentido, até porque as instituições financeiras internacionais só investem em empresas que apresentem o documento. Os Contabilistas Ambientais ainda são apenas 1% dos 400 mil contadores registrados no Brasil e sua função está relacionada à elaboração de relatórios, balanços, certificações e auditorias.


Fonte: Gazeta Mercantil