Ártico

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

[PLANETA] O DILEMA DAS SACOLINHAS PLÁSTICAS


A nova e linda sacola da grife Malwee (foto) destaca que o material é de plástico Oxibiodegradável, portanto ecologicamente correto. Simpática, alerta para o cliente ter cuidado, porque o plástico começa a se decompor em 12 meses, mas não informa o “X’ da questão: durante quanto tempo isso vai acontecer. Como tudo na Sustentabilidade, as coisas não são tão simples, e malefícios podem se esconder por trás de aparentes benefícios. Fui investigar, porque um dos assuntos “da hora” é a proibição iminente das sacolinhas de supermercado.



Descobri que o plástico Oxibiodegradável é feito à base de amido de batata, e teoricamente se decompõe de 18 a 20 semanas (contra 200 anos do convencional). Mas estudo da CETESB afirma que não se pode garantir que o polímero desse plástico seja reincorporado à natureza nesse tempo, nem prever seu comportamento no meio-ambiente, até porque ele não pode ser compostado como o lixo orgânico. “Essas sacolas utilizam aditivos para que o plástico se torne oxibiodegradável. Entretanto, ao se degradar, os plásticos não desaparecem na natureza e sim se fragmentam, podendo causar riscos ambientais muito mais sérios, como contaminação de rios e subsolos”, explica Francisco Esmeraldo, presidente do Instituto SocioAmbiental do Plástico, o Plastivida. Ou seja, pode-se estar gerando uma “poluição invisível”.

Para entender as diferenças dos Plásticos:

Oxidegradáveis - degradação química que resulta da oxidação (Oxo-degradação), que pode ou não chegar à biodegradação.

Biodegradáveis - degradação biológica e natural, por ação de enzimas. Os microorganismos decompõem o material, que perde as propriedades químicas nocivas em contato com o meio ambiente.

Oxibiodegradáveis – a degradação é química e biológica e ocorre em dois estágios: pela reação com o oxigênio (combustão) é convertido em fragmentos moleculares que, ao serem umedecidos por água, se oxidam e são biodegradados (convertidos em dióxido de carbono, água e biomassa).

Qual o problema dos saquinhos de supermercado ? (que já são proibidos ou sobretaxados em vários países) O descarte de 500 bilhões a 1 trilhão de sacos/ano vai parar em rios, mares e lagos e entope bueiros. Os sacos engasgam ou sufocam animais marinhos que os confundem com alimento ou são "ensacados". Chegam tão longe quanto as Ilhas Malvinas ou o Círculo Ártico. Só os EUA lançam 4 milhões de kg de sacos ao mar anualmente. Ao se fotodegradarem, geram petro-polímeros menores e mais tóxicos. Reciclar seria bom, mas menos de 1% deles toma esse rumo, até porque é mais caro reciclar que produzir um saco novo.

Há leis em trâmite para substituir o termoplástico feito de polietileno (petróleo) por sacos biodegradáveis e recicláveis, os grandes varejistas passaram a estimular o uso das Eco-Bags e pensam em breve cobrar pelos saquinhos. Faça as contas:


1 Eco-Bag (tecido)
= 6 sacos/semana = 24/mês = 288/ano.



Ainda parecem ser a melhor opção.


Fontes: AgSolve, WWF, CNN.com/technology, National Geographic e contribuições dos ex-alunos Kelli Marcolongo do Banco Votorantim e Ivonir Bertollo da Cinquetti.

4 comentários:

Anônimo disse...

From: KAJET
To: Amor ao Planeta III
Sent: Tuesday, November 17, 2009 8:15 AM
Subject: Re: MKT POA 21 [Amor ao Planeta] [PLANETA] O DILEMA DAS SACOLINHAS PLÁSTICAS


BOM DIA PATRÍCIA,
ACHO MUITO INTERESSANTE A IDÉIA DOS ECO-BAGS. MAS TENHO UMA DÚVIDA: COMO FAZER O NOSSO LIXO CASEIRO CHEGAR ATÉ OS CAMINHÕES QUE OS RECOLHEM E LEVAM AOS DEPÓSITOS A CÉU ABERTO?
ABRAÇOS
_____________________
MARCELO FERNANDES

AM INFORMÁTICA

Patricia de Sá disse...

From: Patricia de Sá
To: kajet@kajet.com.br
Sent: Tuesday, November 17, 2009 1:06 PM


Oi Marcelo,

Vou te dar a solução que encontrei na minha casa: o lixo reciclável vai acumulando em dois baldes comuns - um para papéis, outro para plásticos e vidros - e a faxineira coloca esse lixo no engradado específico que o prédio disponibiliza para a coleta seletiva pelos porteiros. Aqui no prédio contratou-se uma consultoria que treinou faxineiras, porteiros, indicou cooperativas de coleta, enfim, montou todo o processo: o Instituto Reviverde, uma ONG dedicada a resíduos.

O lixo orgânico vai em sacos plásticos da Emba Lixo, que se declaram "biodegradáveis". Olhando mais de perto, constatei que na verdade eles são oxibiodegradáveis, ou seja, desses pseudo eco-corretos que podem estar gerando a tal "poluição invisível". Já resolvi que não vou mais comprar !

Até que inventem um saco realmente biodegradável, o que podemos fazer é adotar os 3 Rs: reduzir, reutilizar, reformar. Estou tentando otimizar o uso de tudo que é possível, desde vasilhames até os plásticos que envolvem revistas (uso para recolher o cocô do meu cachorro). Sempre dispenso as sacolinhas e demais embalagens em jornaleiros, boutiques (qdo dá pra carregar dentro da bolsa), farmácias etc e toda vez que faço isso procuro conscientizar as vendedoras, usando o bordão "Não precisa; a natureza agradece".

Enfim, é isso.
Abs,
Patricia

Anônimo disse...

----- Original Message -----
From: Leonardo Amato
To: Amor ao Planeta III
Sent: Monday, November 16, 2009 11:04 PM
Subject: Re: MKT BARRA 1 [Amor ao Planeta] [PLANETA] O DILEMA DAS SACOLINHAS PLÁSTICAS


Patricia, vi outro dia um documentario falando da ilha de plastico formada no pacifico. O detalhe é que essa "ilha" nao era formada por sacos de plastiso e garrafas pet, mas sim por uma película que cobre o oceano formado por micropartículas de plástico. Os cientistas chamavam a atenção justamente pelo fato de que por mais que ocorra a degradação (a olho nu) o plástico ainda existe.

Luiz Clédio Monteiro disse...

o sucesso dos sacos - estão na facilidade de embalar o lixo caseiro sem ter que gastar por isso. Se se acharmos uma saida bem ai, tá tudo resolvido...

toti seguindo... mi visita....

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