
De repente, surge uma nova e inesperada teoria: a de que o futuro está impedindo o funcionamento da máquina no presente – também conhecida como Retrocausalidade (Backward Causation) - uma espécie de teoria do destino. Holger Nielsen (Niels Bohr Institute/Copenhagen) e Masao Ninomiya (Yukawa Institute for Theoretical Physics/Japão), defendem essa teoria em uma série de artigos: “Test of Effect From Future in Large Hadron Collider: a Proposal” e “Search for Future Influence From LHC”. Um evento que o Dr. Nielsen chama de "anti-milagre": "Bem, alguém poderia dizer que temos uma teoria de Deus". Com afirmações dessa ordem os cientistas prevêem que todos os estudos nessa área sofrerão fracassos, pois ELE não estaria permitindo... Isso explicaria também porque o projeto United States Superconducting Supercollider foi cancelado em 1993, depois de ter gasto bilhões de dólares.
Para nós, causa e efeito pertencem à mesma linha de tempo, e nessa ordem. Mas, desde os anos 50, filósofos e cientistas como Michael Dummett, Anthony Flew, Kant e Max Black discutem a possibilidade da Retrocausalidade (o efeito acontecer antes da causa) e suas contradições. Lançando um olhar metafísico e acreditando que existam universos paralelos (estudados pela Física Quântica), podemos considerar que passado, presente e futuro são percepções que os humanos têm do tempo que experimentam. Mas a metafísica acredita que o futuro não é algo por vir, ele existe agora, embora num outro plano, ainda que não seja possível para nós acessá-lo. Exemplo: se tentarmos impedir a causa X de gerar o efeito Y no futuro, mas ele acontecer assim mesmo por outras causas, poderíamos supor que Y já existe, é um fato imutável, não importa o que façamos. Já ouviu a frase: “Você encontra o seu destino justamente nos caminhos que tomou para evitá-lo” ou o termo “Profecia Auto-Realizável”? São a tradução intuitiva para essa questão.









