Ártico

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

MAIS VÔOS "VERDES" NOS CÉUS DO PLANETA, AGORA COM A KLM

Quando fui medir minha Pegada Ecológica, que está publicada aqui no blog (1,4 Planetas), o maior "vilão" eram as intensas viagens aéreas que meu trabalho demanda. Bem, isso é questão de tempo, pois veja a iniciativa da KLM, que iniciou voos transatlânticos com biocombustíveis, em seus Airbus A330-200, um novo estímulo para uma aviação mais sustentável, com radical redução das emissões de CO2. 

Os voos escolhidos são as rotas para Aruba e Bonaire, nas Antilhas Holandesas no Caribe, destinos turísticos que já têm a meta de serem carbono neutros até 2020. A iniciativa durará seis meses, e tem como parceiros duas grandes empresas - a Friesland Campina e a Ricoh - que assim conseguirão reduzir a pegada de carbono do volume total de viagens dos seus executivos. 

A KLM assinou junto ao WWF na Holanda um compromisso de promover uma aviação mais sustentável em 2007 e reduzir suas emissões em 20% até 2020. A iniciativa servirá para a Comissão Européia demonstrar o potencial do biocombustível para as viagens aéreas e a redução do impacto ambiental da aviação comercial. 

No Brasil, a Embraer assinou em 2012 um termo de compromisso com a Airbus e a Boeing para desenvolverem biocombustíveis para aviação com custos econômicos acessíveis, e com desempenho similares aos de origem fóssil. A meta é alcançar um crescimento neutro em emissões de carbono após 2020 e cortar pela metade as emissões do setor até 2050, em relação aos níveis de 2005.

Durante a Rio+20 em 2013, a Azul fez vôos promocionais com suas aeronaves Embraer usando biocombustível. 




INICIATIVA "EMPRESAS B" GANHA FORÇA E PROPÕE UM NOVO ECOSSISTEMA DE MERCADO


Em 2008 surgiu a iniciativa EMPRESAS B, que hoje já tem mais de 800 participantes em 29 países, e se propõe a formatar e certificar empresas engajadas com um novo modelo de negócios mais inovador e sustentável. Não por acaso, tem um grande foco em startups e abrange diversos setores, que vão de ONGs a fabricantes de bens de consumos ou provedores de serviços. 


Por que isso é importante? Segundo a Harvard Business Review, os Millennials, com uma representação de aproximadamente 50% da força de trabalho mundial, quer trabalhos ligados a propósitos maiores (e não necessariamente "empregos"). A empresa de RH Hewitt Associates afirma que empresas com maiores níveis de envolvimento dos funcionários superaram o mercado de ações em quase 20%.

As Empresas B reconhecem que os atuais mecanismos do mercado  (legislações, indicadores de performance e relações da cadeia de produção e fornecimento) estão obsoletos e precisam ser radicalmente revistos. Entretanto, não se trata de abandoná-los, mas de transformar as políticas públicas, as medidas de desempenho empresarial, os compromissos do negócio, as relações com os stakeholders e investir em um novo sistema de formação de lideranças empresariais, criando todo um novo ecossistema de mercado



Para ser certificado, é preciso atender a três quesitos. Veja no filme abaixo. 


O Sistema B propõe investir em inovação radical para reduzir impactos socioambientais, criar sinergias de negócio entre as Empresas B, humanizar as relações trabalhistas - como por exemplo novos formatos de co-working, geração de valor compartilhado na cadeia de fornecimento -, e também o convívio nas cidades,  transformando os espaços urbanos públicos em locais de convívio e prazer, como é o caso da nova Pracinha Hub na R. Oscar Freire ou a horta comunitária da Praça das Corujas no Alto de Pinheiros, ambos em S.Paulo.

Veja a reportagem em http://tvcultura.cmais.com.br/jcprimeiraedicao/reportagens/rampa-de-estacionamento-vira-escritorio-em-plena-oscar-feire-em-sp-01-10-2014

Entrando no site www.sistemab.org é possível fazer o teste online "Avaliação de Impacto B" para checar se e o quanto sua empresa se enquadra no perfil de uma Empresa B. A partir daí, é preencher o formulário e se inscrever. Tomara que sua empresa seja mais uma a integrar essa importante iniciativa ! 

Quer saber mais e se envolver? Duas oportunidades dias 16 e 30 de Outubro:


LINK PARA INSCRIÇÃO: https://docs.google.com/forms/d/15cFz0B4KfKdQV9VNa7ZyyXaUUqZNXIiqVBHr55ToqHs/viewform
LINK PARA INSCRIÇÃO: https://docs.google.com/forms/d/1LgP1mK2ZdEu4nbs8MqBHAQBNRQC45uxnHxtoqT8GshU/viewform





sexta-feira, 5 de setembro de 2014

CAMPANHAS CRIATIVAS CONTRA O DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS

A União Européia declarou "Ano contra o desperdício de alimentos". No Brasil, 4o maior produtor do mundo, mais de 26 milhões de toneladas (64% da produção) vão para o lixo anualmente (40 mil/ton por dia, o que poderia alimentar 19 milhões de pessoas), perdidos ao longo da cadeia de fornecimento e mau preparo em casa. No mundo, 925 milhões de pessoas passam fome diariamente. Como desperdiçamos:

20% na colheita;
8% no transporte e armazenagem;
15% na indústria de processamento;
1% no varejo;
20% no processamento culinário e hábitos alimentares.


Por isso, é de se aplaudir duas iniciativas para lá de criativas para conscientizar as pessoas, que geraram muito buzz na imprensa e mídias sociais. Uma delas européia, a outra brasileira.



A maior rede de supermercados da França, o Intermarché, lançou a campanha "Frutas e Vegetais Inglórios", colocando nas gôndolas produtos descartados pela indústria de alimentos por fugirem do "padrão de beleza" do mercado. Mas que ainda são perfeitos do ponto de vista nutricional. Era preciso educar as pessoas, então houve um importante suporte de marketing por meio de displays de loja e até amostragem de pratos prontos (sopas e sucos) feitos com os "feiosos". Os resultados foram incríveis. Veja o filme


No Brasil, a ONG Ecobenefícios (ecobeneficios.com.br/consumoconsciente) usou um grande restaurante de Porto Alegre e surpreendeu os clientes no Dia Mundial da Alimentação (16/outubro) com pratos especiais 20% menores, o equivalente ao que vai para o lixo diariamente. Na borda da louça lia-se "Por que 20% dos alimentos são desperdiçados todos os dias?"

Segundo a 13a. Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro da ABRAS em 2013, os supermercados perderam 1,95% de seu faturamento com desperdícios, sendo 4,22% em perecíveis. Além disso, uma estimativa realizada pela Coordenadoria de Abastecimento da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo indica que perdas na cadeia produtiva dos alimentos equivalem a 1,4% do PIB. 


quarta-feira, 16 de julho de 2014

MARKETING ALEMÃO FOI A MAIOR GOLEADA NESSA COPA

Show de bola, sem trocadalhos, a campanha de marketing da Seleção alemã, que começou a ser planejada em 2013. Pensando em estratégias comerciais, parceiros, TV, propaganda e como iriam agir, estar no Brasil e fazer parte do torneio. O objetivo era ser o 2o time mais popular da Copa, segundo Patrick Kisko, chefe de marketing da DFB (Federação Alemã), em entrevista ao SporTV. 

A grande sacada envolveu o Flamengo. Através da Adidas, fornecedora de material esportivo em comum, a seleção alemã criou uma camisa reserva rubro-negra, aproveitando que havia uma insatisfação com o modelo antigo, o verde utilizado na Eurocopa de 2012. 

A Alemanha usou a camisa rubro-negra em duas ocasiões: na vitória por 1x0 sobre os Estados Unidos no Recife, e no histórico 7x1 contra o Brasil, na semifinal, em Belo Horizonte. A seleção jogou de branco no Maracanã, mas via-se nas arquibancadas que a novidade encantou os rubro-negros e não gerou rejeição nem mesmo dos rivais (torcedores de Fluminense, Vasco e Botafogo).  

Lukas Podolski, amigo de André Santos desde os tempos de Arsenal, recebeu do lateral uma camisa do Flamengo personalizada com o seu nome. Em seguida, o próprio marketing do Rubro-Negro entrou em ação e presenteou Poldi, Schweinsteiger e outros jogadores, quando vieram ao Rio para enfrentar a França. Os alemães bombardearam as redes sociais com pedidos de torcida no Maracanã. Repetiram a dose antes da decisão contra a Argentina. 

Schweinsteiger vestiu também as camisas de Bahia e Grêmio – também cantou o hino do Tricolor baiano com o goleiro Manuel Neuer num vídeo para o amigo Dante. Antes, durante e depois do Mundial, a DFB utilizou as mídias sociais de diversas maneiras para mostrar o quão confortável estava sua seleção. Em outros casos, os jogadores trataram de nos lembrar com cenas marcantes, como Neuer e Schweini dançando "Lepo-Lepo" na praia com o amigo brasileiro Tibúrcio, ou Podolski e o camisa 7 enrolado numa bandeira verde-amarela, torcendo na disputa de pênaltis contra o Chile? 

Um excelente videoclip mostrando o time interagindo com a comunidade indígena e baiana durante os treinos e concentração no Campo Bahia, angariou a simpatia geral e viralizou. Mas foi retirado do YouTube a pedido de Paula Lavigne, por usar sem autorização a música "A luz de Tieta" de Caetano Veloso.  

Fechando com chave de ouro, a chanceler Angela Merkel veio torcer entusiasticamente na final da Copa e produziu o selfie do ano ! 


Sem contar o Marketing Social, deixando uma obra social em Santo André, doações para a comunidade baiana (inclusive indígena) - leia mais na página www.facebook.com/amoraoplaneta. 

terça-feira, 1 de julho de 2014

COMO A CONECTIVIDADE ESTÁ MATANDO A PRODUTIVIDADE


Que atire a primeira pedra quem não recebe "plim-plim" de notificações várias vezes ao dia... A "indústria da distração" está cada vez mais presente na nossa vidaficamos conectados direto, com nossos smartphones, tablets e laptops recebendo avisos de postagens no Face, no WhatsApp, Snapchat, Skype, SMS etc. 



Antes de mais nada, vamos entender como funciona a psicologia humana: se houver chance, tendemos a interromper o que estamos fazendo a cada três minutos. Paramos de digitar uma página word para checar novos emails, ou dar uma olhada no mural da rede social, ou consultar um site. Muitas dessas interrupções não têm nada a ver com a tarefa que estava sendo executada. Nossa produtividade (e até nosso cérebro, leia mais adiante) está sendo devastada pelas interrupções não-convidadas, especialmente se desviam nossa atenção para outro assunto que nada vai agregar ao trabalho original. 

Um estudo da Microsoft indicou que os programadores que eram interrompidos por alertas de chegada de email perdiam dez minutos toda vez que desviavam de sua tarefa original, além do tempo que a mensagem levava para ser respondida. Colaboradores chegam a perder 40% de seu tempo produtivo quando são interrompidos regularmente. Óbvio: leva um tempo para se desligar do assunto anterior, se concentrar no novo e voltar ao antigo - quando não se desvia para outras direções totalmente. 



Apesar disso, a tendência da tecnologia voltada para o consumidor é fornecer interrupções cada vez mais frequentes e eficazes. Em 2009 foi introduzida a notificação por push nos celulares. Antes disso, somente mensagens de texto apareciam na tela. Hoje, qualquer aplicativo pode emitir algum sinal sonoro ou musiquinha de alerta, e não só nos smarthphones e tablets, mas também nosso laptop. Agora mesmo, enquanto eu escrevia esta postagem, já apareceram quatro notificações do Face e um plim-plim do WhatsApp. Como a curiosidade mata... é preciso ter nervos de aço para não sucumbir - e confesso que o do celular eu olhei! 

Verdadeiros impérios corporativos foram erguidos sobre a notificação por push, razão para que aplicativos de mensagem como WhatsApp e Snapchat funcionem, e eles são essenciais para engajar as pessoas com serviços como Facebook e Twitter. Neste último, usuários que visitam o site ou abrem o aplicativo pelo menos uma vez ao mês checam o serviço uma dúzia de vezes ao dia. No caso do Face, ele representa 20% do tempo que um americano médio usa seu celular (fonte: comScore). Será que o tempo seria tão grande se nossos aparelhos não ficassem nos mandando alertas toda vez que há alguma atividade em nossas redes? Quanto mais entrarmos, mais veremos os anúncios e forneceremos dados comportamentais para esses serviços. 


E só vai piorar: os smart-relógios usando Android do Google vibrarão toda vez que o usuário receber alguma notificação em seu celular - e se ele estiver configurado para dar alertas de emails, postagens e calendários, o pulso vai tremer dezenas ou até centenas de vezes ao dia! O Google Glass vai dar um flash das notificações bem diante dos seus olhos. E o novo sistema operacional do iPhone promete transformar esses alertas em sistemas ainda mais sofisticados de interrupção, permitindo interagir com os aplicativos lá mesmo nos alertas, sem nem desbloquear o celular. 



Você deve estar pensando: mas basta configurar para desligar essas notificações. Só que não é tão fácil assim. A FOMO (Fear of Missing Out), é uma das novas doenças "tecnológicas", já que temos medo de perder alguma informação ou oportunidade interessante se não estivermos acessíveis em tempo real. Em alto grau da neurose, a pessoa se sente angustiada, tem mais de um aparelho, não desconecta nunca e jamais se acha suficientemente informada sobre tudo que todos estão fazendo em todos os lugares, o tempo todo. Os usuários de redes sociais já pressupõem que os outros estejam online direto. Não é comum um amigo mandar convite em cima da hora ou recado importante usando Face ou WhatsApp, certo de que você vai ler imediatamente?
O custo dessas interrupções é alto. Segundo os neuropsicólogos, o cérebro fica sem "combustível", glucose, quando temos que operar cognitivamente tarefas pesadas, como exercitar o auto-controle diante de uma grande tentação. Exatamente o que as inúmeras notificações nos impõem, com maior ou menor sucesso, ao longo de um dia. Tanto faz sucumbir ou não à leitura, igualmente gastamos a glucose. E novamente quando nos sentimos desconcentrados ou atrasados para executar as tarefas importantes. 
Não há nada de errado com a tecnologia. Como sempre, é o USO que fazemos dela, os limites que impomos para nosso próprio bem. Ao invés do cérebro travar dezenas de batalhas de auto-controle ao dia, que tal apenas uma escolha binária: estar ou não conectado em alguns momentos que nos sirvam de "respiro" (a hora da ginástica? da aula? de assistir um filme? de jantar com amigos? de transar?). Pense nisso. 

Fonte: livremente adaptado de Wall Street Journal, por Christopher Mims, em http://online.wsj.com/articles/say-no-to-the-distraction-industrial-complex-1404081926

terça-feira, 29 de abril de 2014

EXECUTIVOS DE SUSTENTABILIDADE CONTAM SUAS HISTÓRIAS DE LUTA PELO TEMA DENTRO DAS EMPRESAS

Continuando seu processo de disseminar a sustentabilidade pelo país, a PLATAFORMA LIDERANÇA SUSTENTÁVEL, depois de três anos de palestras e road shows com CEOs de empresas benchmarks na área, realizou um encontro com quem bota a mão na massa e briga por ela nessas organizações: os diretores de sustentabilidade.

Num formato intimista de teatro de arena, rodeados de público por todos os lados, eles deram o seu recado. 


Diretores da AES, Alcoa, Braskem,
Natura, Whirlpool, Santander, Itau, Duratex,
Tetra Pak, Even e Votorantim com o organizador
Ricardo Voltolini da Ideia Sustentável


Foram onze executivos, contando as histórias de como entraram nessa área, os desafios que enfrentaram e dicas de como encará-los. Nada foi nem é fácil, e o que pude resumir do que aprendi lá e compartilho como vocês:

1) A sustentabilidade é multidisciplinar e ainda confusa em termos de formação profissional - cada um veio de uma área diferente (engenharia química, artes plásticas, marketing, engenharia civil, jornalismo, finanças), foi parar nesse cargo por acaso e de repente, quando a empresa sentiu no mercado a necessidade, e precisava colocar alguém para cuidar. Compreensível: enquanto a medicina tem 600 anos de vida, a sustentabilidade tem no máximo 40. 

2) O tempo da empresa é diferente (e mais lento) que o drive da área de sustentabilidade. Os resultados das ações demoram a aparecer e muitas vezes ocorrem muito longe de onde se está atuando (por ex num fornecedor ou numa comunidade) e não em processos internos da empresa. E cada produto (e portanto departamento) terá uma forma diferente de contribuir para o resultado global. 

3) É preciso ser RESILIENTE - ter paciência e não desistir nunca, pois os obstáculos são muitos e os céticos também (os colegas gestores e até os consumidores). Agarre-se na sua convicção, motive e traga para perto os crentes, conecte as pessoas internamente com o tema, trabalhando em parceria com cada departamento para entender como seus processos funcionam e idem a cabeça do consumidor. Ex: na Natura, questionou-se um frasco de perfume que usava muito vidro, no meio de um projeto de redução dos resíduos. A resposta da área de marketing: o consumidor de perfumaria premium só reconhece valor se o frasco for pesadão ! 

4) É preciso aturar REJEIÇÃO - por falta generalizada de entendimento do que essa área faz, se é tratado como chato, supérfluo, ingênuo e tem que encarar a eterna briga entre fazer o que seria melhor  a longo prazo versus agradar o cliente e assim contribuir para as vendas e o EBITDA  (curto prazo). Ex: na construtora Even, a área de sustentabilidade só ganhou peso quando a empresa queria entrar no ISE da Bovespa e, graças ao que já estava implementado, conseguiu fazer parte dessa carteira de ações premium, atraindo de imediato investimentos de seis grandes Fundos. 

5) Cumprir metas é diferente de cumprir os OBJETIVOS - uma meta pode ter sido atingida, mas cabe perguntar: o processo melhorou? Estamos oferecendo mais qualidade? Tendo mais cuidado nas decisões gerenciais? Senão a cultura não está mudando, o modelo de negócio continuará o mesmo, sem evoluir. Ex: na AES, o Comitê definiu 5 temas e cada executivo ganhou um deles para cuidar, independentemente de sua área específica na empresa. 

7) É preciso criar indicadores para medir a criação de VALOR COMPARTILHADO, desdobrando em GOVERNANÇA (políticas, comitês, relatórios, programas de remuneração atreladas a metas de sustentabilidade). Só assim se poderá continuar a ter a preferência das pessoas. Ex: a Natura acaba de fazer um Plano Estratégico de 50 Anos, onde apresentará o conceito de REGENERAÇÃO, um degrau acima da prática de reciclagem, neutralização e responsabilidade. A Votorantim adotou 33mil hectares de floresta e criou indicadores de valor para provar que "floresta em pé se paga". 

8) Gente não muda por download ! É preciso engajar, fazer as mudanças através das pessoas, ajudá-las a compreender e atuar no tema. Dinheiro é importante, mas as pessoas são mais. Só vai acontecer mudando o modelo mental e conciliando nossa Pessoa Física com a Pessoa Jurídica. 


As histórias podem ser lidas no livro que acaba de ser lançado, e em breve também nos vídeos do evento que estarão disponíveis no site www.ideiasustentavel.com.br. 


terça-feira, 22 de abril de 2014

CÉUS MAIS AZUIS GRAÇAS AO LIXO !


Grande notícia vinda dos ares ! (pelo menos dos céus internacionais)



Responsáveis por uma parte significativa das emissões de CO2, as companhias aéreas estão se organizando rapidamente para se tornar mais sustentáveis. A British Airways vai usar combustível feito de lixo de aterros sanitários, resultado de uma parceria com a Solena Fuels. O equivalente a retirar 150 mil carros de circulação das ruas, são 50 mil toneladas de combustível/ano, começando em 2017. A fábrica fica em Essex, UK, e transformará 575 mil toneladas de lixo que seria incinerado em 120 mil toneladas de combustível limpo. 

Outro grupo formado pela KLM, Virgin Atlantic e United está explorando o potencial de biocombustíveis. A Virgin foi a primeira a adotar, em 2008. A United já tem uma parceria com a AltAir Fuels para 15 milhões de galões de combustível de fonte renovável e com baixa emissão de carbono. Foi a pioneira nos EUA ao voar com biocombustível à base de algas em 2009. 

Embora já existissem agências propondo aos clientes neutralizarem suas emissões de viagens comprando carbon offsets, o resultado ainda era muito tímido. Infelizmente, o consumidor tende a ser muito acomodado. 

Calcule o quanto as viagens aéreas representam no impacto total da sua Pegada Ecológica, usando o teste que está no link abaixo. Você nunca fez o teste? Prepare-se para uma surpresinha... provavelmente desagradável. 

http://amoraoplaneta.blogspot.com.br/2008/06/qual-o-tamanho-da-sua-pegada-ecolgica.html

A minha Pegada certamente vai diminuir muito, já que os voos de trabalho Brasil afora são o maior "vilão" da minha estatística !