Ártico

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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

[MARCA] Como a China produziu um atleta-ídolo internacional


O gigante jogador de basquete Yao Ming (que hoje joga nos Rockets da liga NBA/EUA), é fruto da decisão do Partido Comunista chinês de cruzar o maior jogador masculino (2,01 m) com a maior jogadora feminina (1,90 m) . O casal ingressou nesse esporte e se casou pressionado pelo governo por serem altos. Assim se produziu um atleta que treina basquete desde criança, foi estimulado com suplementos alimentares para crescer o máximo, tornou-se o maior ídolo esportivo da China numa cuidadosa campanha política de inseri-lo na NBA para ganhar visibilidade internacional. Está tudo no livro "Operation Yao Ming", publicado pelo Penguin Group e escrito pela jornalista Brook Larmer.

[SOCIAL] Por que o Brasil vai tão mal em Pequim?


Conversando com uma amiga que é jogadora profissional de vôlei de praia sobre nossos resultados desanimadores nas Olimpíadas (227 atletas, a maior delegação até hoje), ela me dizia que nos EUA todo atleta é obrigado a estudar - há gente cursando até Medicina - e a universidade trata de acomodar os horários para viabilizar a agenda. O nadador medalhista de ouro César Cielo mora em treina em Auburn, onde cursa Administração.


A formação profissional e o acompanhamento de uma equipe de nutricionistas e preparadores é uma segurança extra numa carreira que geralmente acaba cedo e que consegue no exterior patrocínios de longo prazo, diferente do Brasil onde os patrocínios são de apenas 1 ano. Após uma medalha, o atleta tem no máximo aquele ano para usufruir de prêmios em dinheiro, cachês de propaganda e licenciamento de produtos. A sonhada independência financeira não vem tão fácil. Não é à toa que chegam às competições com os nervos em frangalhos, como se viu no "festival" de lágrimas ou tombos em todas as modalidades. Ser atleta profissional do Brasil é tarefa realmente hercúlea. Some-se um sistema educacional que não oferece boa infra esportiva e pais sem condição financeira de apoiar com mensalidades e equipamentos a vocação do jovem (viram que muitos dos atletas vinham do Clube Pinheiros, de classe média alta em SP?), e temos aí a explicação para o desempenho pífio em Pequim.

[ÉTICA] Olimpíadas de Pequim: é tudo só fachada...


É mais que "maquiagem", trata-se de uma cirurgia plástica !! Então a bonequinha chinesa que cantou na festa de abertura foi dublada pela menina dona da bela voz, porém escondida por ser feiosa. As crianças de todas as 56 etnias da China que desfilaram na verdade eram da mesma, a etnia majoritaria Han. Os fogos em formato de pés eram imagens pré-gravadas. O acrobata-animador que durante o intervalo do jogo de basquete caiu de cabeça no chão foi retirado do estádio e ninguém mais soube seu paradeiro. As ginastas de 16 anos pareciam meninas de 12.

Enquanto isso no Tibet monges, jornalistas e professores universitários desaparecem, são presos e torturados e as mulheres esterilizadas à força e a frio. Um fabuloso documentário da produtora inglesa True Vision, que está sendo exibido pelo canal GNT, conseguiu entrevistas chocantes (e secretas) com ex-torturados e parentes das vítimas desse genocídio cultural que está sendo promovido nos bastidores, enquanto nas Olimpíadas tudo é beleza, luz e tecnologia. O que revelam é estarrecedor. Leia mais entrando no link http://www.truevisiontv.com/tibet/index.htm.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

[PLANETA] Olimpíada Eco-suja


A China bem que tentou minimizar os problemas ambientais que poderiam vitimar ou chocar os turistas durante os Jogos Olímpicos. Pequim e Xangai são cidades sem cor, mal se vê a lua sob a névoa de gases, o sol fica uma bola vermelha, as roupas e cabelos enchem de fuligem, os olhos ardem, os chineses tossem e cospem frequentemente. Apesar de terem sido criativos na "maquiagem", os números impressionam.


Os danos ambientais consomem 5,8% do PIB segundo o Banco Mundial; 90% das florestas não existem mais, 75% dos rios estão poluídos, 28% do território virou deserto. A emissão de CO2 no ar é de 5,2 milhões de toneladas, triplo do Brasil.

POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

80% da eletricidade chinesa vem da queima de carvão, a maioria das fábricas não tem filtro nas chaminés, as emissões dos escapamentos de caminhões supera 130 vezes o permitido na Europa e o gás sulfúrico emitido pelos carros vira chuva ácida sobre países vizinhos (Coréia, Japão). A China é o 2o. maior emissor mundial de gases de efeito estufa (17,5% do CO2). A produção de arroz (35% da produção mundial) e a queima de carvão mineral emitem o metano, 20 vezes mais poluente que o CO2. O Banco Mundial estima a morte de 400.000 chineses/ano devido á poluição.

ÁGUA
O país tem 1/5 da população do mundo e só 7% das reservas de água limpa. São 500 milhões de chineses sem acesso a água potável. A água contaminada por lixo causa câncer pulmonar e intestinal, maior causa de morte do país. É tanto esgoto que os treinos olímpicos de esportes aquáticos foram interrompidos por excesso de algas. Só 26% dos esgotos urbanos são tratados.

LIXO
70% da produção mundial de lixo eletrônico fica na china (500 toneladas/ano), como sucatas tóxicas - o e-waste.

A "MAQUIAGEM"
O governo mandou bombardear nuvens com iodeto de prata para fazer chover e limpar um pouco o céu. Desviou água dos camponeses para Pequim, evitando racionamento e falta, pois as delegações olímpicas vão aumentar o consumo em 30%. Plantou 60 milhões de mudas de flores e criou uma floresta de 530 mil árvores próximo dos estádios. Mandou parar a construção civil, algumas fábricas e tirou de circulação 1 milhão de carros. Depois dos jogos, o que vai acontecer é questão de pressão dos militantes locais, da opinião pública internacional e do governo chinês.