Ártico

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terça-feira, 22 de abril de 2014

CÉUS MAIS AZUIS GRAÇAS AO LIXO !


Grande notícia vinda dos ares ! (pelo menos dos céus internacionais)



Responsáveis por uma parte significativa das emissões de CO2, as companhias aéreas estão se organizando rapidamente para se tornar mais sustentáveis. A British Airways vai usar combustível feito de lixo de aterros sanitários, resultado de uma parceria com a Solena Fuels. O equivalente a retirar 150 mil carros de circulação das ruas, são 50 mil toneladas de combustível/ano, começando em 2017. A fábrica fica em Essex, UK, e transformará 575 mil toneladas de lixo que seria incinerado em 120 mil toneladas de combustível limpo. 

Outro grupo formado pela KLM, Virgin Atlantic e United está explorando o potencial de biocombustíveis. A Virgin foi a primeira a adotar, em 2008. A United já tem uma parceria com a AltAir Fuels para 15 milhões de galões de combustível de fonte renovável e com baixa emissão de carbono. Foi a pioneira nos EUA ao voar com biocombustível à base de algas em 2009. 

Embora já existissem agências propondo aos clientes neutralizarem suas emissões de viagens comprando carbon offsets, o resultado ainda era muito tímido. Infelizmente, o consumidor tende a ser muito acomodado. 

Calcule o quanto as viagens aéreas representam no impacto total da sua Pegada Ecológica, usando o teste que está no link abaixo. Você nunca fez o teste? Prepare-se para uma surpresinha... provavelmente desagradável. 

http://amoraoplaneta.blogspot.com.br/2008/06/qual-o-tamanho-da-sua-pegada-ecolgica.html

A minha Pegada certamente vai diminuir muito, já que os voos de trabalho Brasil afora são o maior "vilão" da minha estatística ! 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Ford Focus Elétrico ganha excelente diferencial na Europa


Vamos tirar o chapéu para a Ford: está na dianteira das montadoras em termos de investimentos ecológicos! Inaugurou um grande painel solar no teto do seu centro europeu de distribuição em Merkenich, Colônia, na Alemanha, com capacidade de 1.100 MWh por ano. É energia suficiente para abastecer 370 casas, e vai emitir menos 550 ton de CO2 /ano. Os clientes do Focus Electric poderão comprar essa energia "verde" da empresa que instalou os painéis solares, RheinEnergie, por meio de um contrato especial. Os motoristas desse modelo terão a oportunidade de dirigir um carro com emissões zero, que também será abastecido com eletricidade produzida com emissões zero. 

A Ford já utiliza energia "verde" em suas unidades em Colônia, incluindo eletricidade gerada por usinas hidrelétricas da Noruega e Suécia. "Com os veículos híbridos e elétricos estamos entrando em um novo mercado automotivo e fazendo parcerias para dar aos consumidores o suporte necessário para fazer essa opção", diz Bernard Mattes, presidente da Ford Alemanha. 
A Ford pretende anunciar futuramente novas parcerias com fornecedores de energia em outros países da Europa, seguindo o programa de lançamento do Focus Electric.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

[PLANETA] Sexo, carne e aquecimento global



Você quer ver em tempo real uma simulação baseada em dados da CIA e da ONU sobre a mortalidade, natalidade e emissão de CO2 acontecendo no mundo, país a país? Entre no link http://www.breathingearth.net/ e você terá algumas surpresas !

Na Europa, só Portugal e Noruega reduziram as emissões de 2000 a 2004 (última data com estatística disponível). Na América Latina, a Bolívia e a Colômbia. E pasmem, Arábia Saudita, o berço dos poços de petróleo, também teve redução! Como os níveis de CO2 são calculados por país inteiro e não per capita, eles mascaram a poluição real dos cidadãos – Luxemburgo, Austrália e Kuwait são os povos mais poluentes do planeta, apesar do seu total ser baixo.

Nascimentos e mortes são proporcionais na maioria dos países europeus. Não encontrei nenhum país onde a mortalidade superasse a natalidade, o que significa que continuamos a procriar de forma massiva, com todos os impactos no consumo de alimentos, energia, água e, obviamente, stress dos ecossistemas. Éramos 2 bilhões em 1927, seremos 7 bilhões em 2012.

O site dá link para a ONG Goveg.com, que tem a campanha “Combata a mudança climática com mudança alimentar”, tendo Paul McCartney como garoto-propaganda do vegetarianismo. De fato, consumir carne sempre foi um indicador de quando um indivíduo cruza a linha da pobreza. À medida que a gigantesca população da China ganhe poder aquisitivo, a pressão por carne aumentará. Isso significa mais emissão de metano (gases da vaca), mais desmatamento para produzir ração e pasto, mais gasto de água. Mas antes que você precise abdicar da sua picanha, os pecuaristas acenam com soluções tecnológicas: plantio direto, recuperação dos pastos erodidos, adubação verde, reflorestamento e integração da pecuária com a lavoura (boi criado na sombra de árvores e com ração pode ser abatido com 1,5 ano, contra a média nacional de 4 anos).
Enquanto não encararmos sem demagogia o problema da explosão populacional e a má distribuição de recursos que a acompanha, rachando o planeta entre muito ricos desperdiçando e miseráveis famintos e mantidos sem acesso à educação, tudo o mais é só sambar em volta da fogueira. Nada a ver com esterilizações em massa ou punições governamentais, mas um pouco de informação, planejamento familiar e contraceptivos não fariam mal a ninguém - porque a questão é exponencial: quanto mais gente existir, mais gente nascerá.


Fontes extras: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI110165-15223,00-A+SAFRA+DE+QUE+O+PAIS+PRECISA.html, CIA World Factbook e United Nations Statistics Division. Com contribuição de Jener Tinoco, da Armação Propaganda/RN.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

[PLANETA] A recessão terá graves efeitos sobre o clima


O aquecimento global é, junto com a água, "O" tema do milênio. Se algo não for feito, a próxima crise econômica será a "bolha" da biocapacidade. As metas do Protocolo de Kyoto expiram em 2012. Para novas metas entrarem em vigor, a ONU já está se mexendo (COP-14), mas a recessão prevista para 2009 pode ocasionar um relaxamento na adoção de medidas mais drásticas pelos países desenvolvidos - onde a crise deve forçar uma redução de 2% nas emissões de CO2, países como China e Índia não se posicionaram de forma mais contundente e Barack Obama não terá tempo de ratificar junto ao Congresso dos EUA ações efetivas até dezembro/2009. Ou seja, um ano perdido para avanços no tema.


Enquanto a Alemanha comemora redução de 22,4% nas emissões de gases de efeito estufa (acima da meta de 21% de Kyoto), o Brasil se esforça para cumprir seu Plano Nacional de Mudança Climática. Aqui o desmatamento para agricultura é o maior vilão (75%), enquanto em outras nações a energia, a indústria e o transporte produzem a maior contaminação climática. O governo aposta em medidas punitivas (suspensão do crédito para quem tiver denúncias ambientais ou terras não legalizadas) e pactos setoriais - a Vale prometeu não vender minério de ferro para siderúrgicas que destruam florestas nativas para obter carvão vegetal, a indústria de óleo vegetal vai suspender compra de soja cultivada em áreas recém-desmatadas, e os exportadores de madeira vão excluir produtos não certificados.


No mercado de créditos de carbono, entretanto, tudo vai bem: aumento de 40% em relação a 2007, com US$ 48,26 bilhões negociados (1o.semestre) e 56% a mais em toneladas de CO2. Mas isto ainda é tímido diante da emergência da situação. Se a temperatura subir apenas 2 graus o impacto do clima sobre a produção de alimentos, recursos hídricos, nível do mar e ecossistemas será catastrófico. Mais de 2 bilhões de pessoas não terão água e o sul da África conviverá com seca o ano inteiro. A agricultura será seriamente comprometida e a fome e desnutrição matarão, no mínimo, 2 milhões de pessoas por ano.
Fontes: Envolverde, Folha Online e Globo Online