TRANSCRITO DO SITE DA AVAAZ
Os oito líderes mais poderosos do mundo se reuniram no encontro do G8, que aconteceu em meio a eleições presidenciais nos EUA, crise econômica na Europa e véspera da Rio+20.
Sabia que atualmente, nossos governos dão cerca de 1 trilhão de dólares por ano dos nossos impostos para grandes empresas de petróleo e carvão, sob a forma de subsídios? Os principais líderes do mundo já concordaram em acabar com esses pagamentos poluidores, entre eles o presidente Obama, anfitrião do evento.
O único motivo pelo qual mandamos dinheiro para os cofres das grandes companhias de petróleo é pelo fato de seus lobistas terem grande influência e domínio sobre nossos governos. Entretanto, se nós exigirmos que os líderes “esverdeiem” nosso dinheiro vindo de impostos, iremos aumentar o investimento verde global em 400%, tornando as energias eólica e solar mais baratas que petróleo e carvão.
Estamos rapidamente chegando num ponto sem retorno nas mudanças climáticas e um tratado para prevenir uma catástrofe está a anos-luz de acontecer. Felizmente, um momento está sendo criado por trás desse novo plano para salvar o planeta. A Nova Zelândia, o México e a Suíça estão pedindo um acordo agora, e legisladores de 20 países, incluindo os EUA, Brasil e China se juntaram para apoiá-los. Todos os líderes do G8 se comprometeram publicamente a acabar com esses subsídios sujos, e ao mesmo tempo, o presidente Obama está pressionando por uma legislação americana para acabar com estes subsídios.
Nosso planeta está sendo destruído a uma taxa avassaladora. Cabe a nós combater os lobistas com o poder extraordinário da sociedade.
Por muito tempo, o progresso de uma solução global para as mudanças climáticas tem sido retido pelo interesse e lucro das grandes companhias de carvão, petróleo e gás. Mas, finalmente, os governos estão percebendo que o corte de subsídios beneficiará o clima e ajudará a equilibrar a economia global.
Mais informações:
Combustíveis fósseis: AIE pede fim de subsídios (Planeta Sustentável):
http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/combustiveis-fosseis-aie-pede-fim-de-subsidios/
G20 promete reduzir subsídios para energia fóssil (Mercado Ético)
http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/g20-promete-reduzir-subsidios-para-energia-fossil/
Subsídios a combustíveis fósseis devem chegar a US$ 660 bi (Terra)
http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201110041256_RTR_1317733008nB366815
Obama pede suspensão de subsídios fiscais para combustíveis (Diário de Pernambuco)
http://www.dpnet.com.br/nota.asp?materia=20120317180733
Subsídios para combustíveis fósseis podem prejudicar financiamento climático (Envolverde)
http://envolverde.com.br/ambiente/clima/subsidios-para-combustiveis-fosseis-podem-prejudicar-financiamento-climatico/
Aqui a gente troca idéias para entender melhor o mundo, fazer um planeta viável e levar uma vida mais feliz
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
Vai por água abaixo, vira fumaça, ou a Rio+20 realmente trará frutos?
O que se
esperava da Rio+20?
Basicamente 2 coisas: definir o que é a tal “Economia
Verde” e uma Governança Global, ou seja, leis e agências internacionais com
poder de regular e punir infratores sócio-ambientais, como a OMS (saúde) e OMC
(comércio). Mas muita gente teme
que tudo não passe de um ôba-ôba de fotos marqueteiras e não traga medidas
práticas. Só o Greenpeace está produzindo sua energia limpa. No evento, imperam milhares de copos de isopor e geradores a diesel. O Forum Global que em 92 reuniu ONGs do mundo todo virou uma Cúpula dos Povos com entidades brasileiras sedentas por recursos e muitos índios e neo-hippies dançando e protestando no Aterro do Flamengo.
Para pautar a conferência dos Chefes de Estado no Riocentro, negociadores
de 193 países viraram noites fazendo o Rascunho Zero, termo de compromisso que será assinado
pelos governantes. O problema é que o documento decepciona – texto genérico, que não estabelece metas,
prazos, indicadores para monitoramento, ou seja, não traz compromissos para os governos
nem soluções operacionais para implantar a sustentabilidade. Só fala o óbvio –
a importância de perseguir o desenvolvimento sustentável – e empurra o problema
para futuras negociações. Disse a
ex-ministra Marina Silva: “O documento é pífio”. Manchete do jornal O Globo: “ONGs
rejeitam documento da Rio+20; ONU cobra ambição”. E o governo brasileiro comemora sua condução dos trabalhos (talvez tenha fumado a maconha que o Presidente uruguaio deseja produzir em seu país).
| Rio Clima, iniciativa do Dep. Alfredo Sirkis, já que as Mudanças Climáticas ficaram de fora da agenda oficial (!!!!) |
Felizmente, na paralela do evento oficial,
ocorreram vários outros com a sociedade civil, meio empresarial e o poder
público, de onde saíram sugestões práticas e compromissos assinados: Rio Clima
(Mudanças Climáticas), Rio+C40 (Prefeituras de 40 megacidades), Fórum
Empresarial e o Pacto Global (ONU com grandes empresas).
Neles, houve
estabelecimento de tetos para emissão de gases de efeito estufa, metas de
redução e providências concretas, sugestão de impostos para produtos eco-sujos,
subsídios para iniciativas verdes, revisão e cumprimento das 8 Metas do
Milênio/ONU até 2015, entre outros.
![]() |
| Prefeitos do C-40 se comprometem com redução de 45% das emissões de CO2 até 2030 |
O que mais se ouviu falar foi a
precificação dos serviços
ecológicos e do CO2, para contabilizar esses intangíveis nos balanços
financeiros das empresas e carregar esses custos no preço dos
produtos/serviços. Certamente, uma dinâmica muito diferente iria se criar no
mercado ! Produtos eco-sujos sairiam mais caros e as empresas não poderiam mais
externalizar seus passivos ambientais e sociais.
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
"O AQUECIMENTO GLOBAL É UMA MENTIRA"
Aqui neste blog eu procuro, realmente, pesquisar e ouvir todas as versões das histórias. Hoje tive uma surpresa no Programa do Jô quando entrevistou o climatologista PhD da USP Ricardo Augusto Felício. Ele diz que aquecimento global, buraco na camada de ozônio, CO2 na atmosfera e metano emitido pelas vaquinhas mudando o clima, tudo não passa de um grande mito, uma farsa.Mitos que são criados para controlar a sociedade e manter a hegemonia econômica dos países dominantes. Cientistas "vendidos" aos governos e grandes indústrias desenhando cenários catastrofistas, falsamente isentos, que criam uma pseudo realidade calcada nos grandes medos da humanidade: morte, futuro e mudança. Os mesmos que trabalhavam para a Guerra Fria são os que hoje defendem o perigo do desenvolvimento insustentável. Tudo isso são hipóteses, e não teorias. Quando provadas, então transformam-se em leis. Porém isso não aconteceu com as afirmações que se tem feito atualmente.
Se climatologistas no início do século retrasado só conseguiam prever o clima para dali a 2 dias, hoje podemos fazê-lo, com toda a parafernália tecnológica, para apenas 7 dias. Como, então, se atrever a prever mudanças climáticas para daqui a 100 anos?
A palestra mais técnica (e longa, pra quem tiver tempo ou interesse, com 2'18h de duração) é esta:
Segundo ele, sol, vulcões e oceanos são os únicos responsáveis pelas alterações climáticas; já tivemos no passado anos mais quentes, mais frios, oceanos mais altos, mais baixos e nem por isso o mundo acabou ou as cidades foram destruídas. Trata-se de acomodação natural de um planeta que é composto de 2/3 de água. E submetido a um sol que a cada 11 anos passa por ciclos de resfriamento/aquecimento. Observando-se séries históricas e manchetes antigas de jornal, vemos que ele tem razão.
Também afirma que as florestas não são as formadoras das chuvas, é o oposto. A "rainforest" só existe por causa das chuvas. Se uma floresta for inteiramente cortada, estará recomposta dali a 20 anos porque o aguaceiro não irá cessar.
As idéias são, no mínimo, instigantes. O cara está avalizado por vários cientistas/climatologistas, remando na contramão do status quo. Pelo menos é corajoso, e seus argumentos parecem sólidos. Vale a pena para sacudir as certezas, às vésperas da Rio+20.
Caso queira assistir a entrevista no Jô, visite o site em http://programadojo.globo.com/platb/programa/tag/ricardo-augusto-felicio/ e procure o video.
Muito interessante.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
MENOS PRAZER NA NOSSA MESA
Se o aquecimento global continuar no ritmo atual, existem 7 alimentos sob risco de desaparecer do nosso cardápio nos próximos 100 anos: chocolate, salmão, café, arroz, mel, vinho bordeaux e whisky.As causas estão relacionadas com a elevação de temperatura, que muda o regime de chuvas, favorece proliferação de fungos que atacam a lavoura, muda a floração necessária à polinização e prejudica a fotossíntese, fazendo com que as plantas precisem gastar mais energia para respirar em noites quentes, o que derruba a produtividade das colheitas. Para se ter uma idéia, até 2100 a produção de café brasileira cairia 92%. A dos vinhos franceses bem antes disso.
Agrotóxicos também matam insetos como abelhas, fundamentais para a fertilização de muitas plantas. E a acelerada acidificação dos mares já está extinguindo vários micoorganismos da cadeia alimentar e reduzindo os cardumes de peixes como o salmão.
Para saber mais detalhes, veja a reportagem da Exame em http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/7-alimentos-que-podem-sumir-do-cardapio-com-o-aquecimento-global?utm_source=newsletter&utm_medium=e-mail&utm_campaign=news-diaria.html
Dica da minha aluna Carolina Assis, Supervisora de Marketing da Rapidão Cometa Logística e Transporte em Recife.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
[PLANETA] Enquanto o COP-15 não chega, o que faz o Brasil?

O protocolo que vai substituir Kyoto virá da Conferência de Copenhagen (COP-15) em dezembro. Embora muitos considerem que Kyoto fracassou, até pela não-adesão dos EUA, pelo menos popularizou o tema e inspirou países como a Dinamarca, que de 2008 a 2012 reduzirá em 21% suas emissões e agora sediará o encontro. No Brasil, o governo comprometeu uma redução "voluntária" de 36,1% a 39,2% das emissões até 2020. A mudança de comportamento internacional fez as empresas brasileiras pressionarem o governo a adotar uma posição mais firme para a Convenção do Clima.
A ex-Ministra do Meio Ambiente e Senadora Marina Silva vai apresentar um projeto de lei para institucionalizar as metas brasileiras, porque num horizonte de 20 anos os próximos governos precisam ser obrigados a cumpri-las. O detalhamento operacional do plano deve constar no Orçamento Federal e existir um site para a sociedade acompanhar a implementação.
O Instituto Ethos e a Exame organizaram o debate “Copenhague: Desafios e Oportunidades”, e alguns problemas ficaram evidentes. No Brasil se investe apenas 1% do orçamento federal em tecnologia. Numa sociedade do conhecimento e sustentável é crítico sermos pobres em pesquisa e capital humano qualificado. Para Eduardo Viola, da UNB, o etanol é uma “energia do passado”, se comparada com a solar fotovoltaica e eólica, nas quais China e Taiwan investiram rapidamente nos últimos quatro anos. Apesar disso, 165 delegações de 80 países vieram conhecer nosso programa energético em 2009. Fernando Reinach, Diretor Executivo da Votorantim Novos Negócios, afirmou: “Temos o melhor parque energético renovável, somos líderes mundiais em tecnologia limpa e na sua implementação e metade do nosso combustível vem de fonte renovável.”
A ex-Ministra do Meio Ambiente e Senadora Marina Silva vai apresentar um projeto de lei para institucionalizar as metas brasileiras, porque num horizonte de 20 anos os próximos governos precisam ser obrigados a cumpri-las. O detalhamento operacional do plano deve constar no Orçamento Federal e existir um site para a sociedade acompanhar a implementação.
O Instituto Ethos e a Exame organizaram o debate “Copenhague: Desafios e Oportunidades”, e alguns problemas ficaram evidentes. No Brasil se investe apenas 1% do orçamento federal em tecnologia. Numa sociedade do conhecimento e sustentável é crítico sermos pobres em pesquisa e capital humano qualificado. Para Eduardo Viola, da UNB, o etanol é uma “energia do passado”, se comparada com a solar fotovoltaica e eólica, nas quais China e Taiwan investiram rapidamente nos últimos quatro anos. Apesar disso, 165 delegações de 80 países vieram conhecer nosso programa energético em 2009. Fernando Reinach, Diretor Executivo da Votorantim Novos Negócios, afirmou: “Temos o melhor parque energético renovável, somos líderes mundiais em tecnologia limpa e na sua implementação e metade do nosso combustível vem de fonte renovável.”
Até agora a discussão sobre o aquecimento global fica restrita ao universo científico, números e termos técnicos e o debate sobre sustentabilidade é difuso, obsoleto e politizado. A falta de entendimento de que o baixo carbono será a nova moeda das empresas atrapalha nosso avanço. É preciso saber como a sociedade reage e como o cidadão percebe isso no seu cotidiano. O presidente do Ethos, Ricardo Young, sugere uma coalizão nacional e suprapartidária para empreender as mudanças necessárias em favor do desenvolvimento sustentável no país que passa necessariamente pela inovação e ampla informação.
Fonte: Revista Digital Envolverde (http://envolverde.ig.com.br/?materia=66077&edt=1) e Revista Época nr. 600 ed. 16/11/09.
Fonte: Revista Digital Envolverde (http://envolverde.ig.com.br/?materia=66077&edt=1) e Revista Época nr. 600 ed. 16/11/09.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Os Maias, 2012 e Copenhagen

O blockbuster do momento é “2012”, baseado na profecia Maia(*) que prevê um cataclisma global. O Discovery Channel tentou explicar melhor os riscos, no programa “21.12.2012”, com cenas do filme e entrevistas com cientistas da NASA, geólogos e astrofísicos.
Segundo a Academia Nacional de Ciências, ao final de 2012 o sol estará pronto para atingir o máximo solar, pico do ciclo que acontece a cada 15 anos. Diariamente suas erupções empurram em nossa direção as massas coronais, partículas detidas pela magnetosfera da Terra. Um pico muito violento combinado com uma fenda no campo magnético seria desastroso: a energia telúrica fritaria tudo que é elétrico. O GPS dos aviões deixaria de funcionar; a rede de satélites seria desligada; nada de TV, telefone, elevador, ar condicionado, geladeira. Imagine isso por 4 a 10 anos, tempo que levaria para recuperar nosso sistema elétrico... um caos. A energia eletromagnética do sol desestabilizaria o núcleo, responsável por criar a magnetosfera, e a crosta terrestre, causando terremotos, mega-tsunamis e ativando supervulcões como o Cumbre Vieja e Yellowstone.
Ocorre que em 2007 uma explosão solar conseguiu abrir um buraco enorme na magnetosfera, da América do Sul até a África pelo Atlântico. Esse enfraquecimento do campo indicaria a iminente mudança nos pólos magnéticos (o N inverte com o S, a bússola gira ao contrário, mas as rotações da Terra permanecem as mesmas e os continentes não saem do lugar). Quando houvesse a inversão, a camada de Ozônio se romperia, a radiação UV acabaria com a fotossíntese e o plancton, interrompendo a cadeia alimentar e levando os ecossistemas ao colapso; os pássaros migratórios ficariam desorientados. Uma inversão de 180º já aconteceu no passado, antes de nossa civilização. Mas o cientistas não acreditam nesses cataclismas, pois levam milhões de anos para ocorrer. Seria mais provável um grande asteróide ou planeta (como o hipotético “Planeta X”) nos atingirem.
E o que a Conferência de Copenhagem em dezembro tem a ver com isso? Tudo. Se a temperatura da Terra subir mais de 2 graus até 2050, teremos problemas com colheitas, falta de água, elevação dos mares, enchentes e furacões mais violentos e frequentes. As mudanças climáticas e o aquecimento global, que deveriam ser agenda prioritária para políticos, empresários e cidadãos, parece estar sendo levada pouco a sério. China e EUA já declararam que vão deixar as decisões para depois da conferência, claro, pois são complexas e impopulares. Como se fosse possível adiar o problema e um consenso mais efetivo. Se a comunidade internacional não amarrar os governos com metas, estes não estabelecerem medidas que onerem os fabricantes pelos passivos ambientais e os empurrem rumo a inovações eco-inteligentes, não vamos precisar do sol, de asteróides nem supervulcões para nos aniquilar. A própria humanidade vai fazer esse trabalho. Enquanto isso, infelizmente as gerações do futuro estão inebriadas com a lua, vampiros e lobisomens... que só habitam este planeta no escapismo do imaginário.
Segundo a Academia Nacional de Ciências, ao final de 2012 o sol estará pronto para atingir o máximo solar, pico do ciclo que acontece a cada 15 anos. Diariamente suas erupções empurram em nossa direção as massas coronais, partículas detidas pela magnetosfera da Terra. Um pico muito violento combinado com uma fenda no campo magnético seria desastroso: a energia telúrica fritaria tudo que é elétrico. O GPS dos aviões deixaria de funcionar; a rede de satélites seria desligada; nada de TV, telefone, elevador, ar condicionado, geladeira. Imagine isso por 4 a 10 anos, tempo que levaria para recuperar nosso sistema elétrico... um caos. A energia eletromagnética do sol desestabilizaria o núcleo, responsável por criar a magnetosfera, e a crosta terrestre, causando terremotos, mega-tsunamis e ativando supervulcões como o Cumbre Vieja e Yellowstone.
Ocorre que em 2007 uma explosão solar conseguiu abrir um buraco enorme na magnetosfera, da América do Sul até a África pelo Atlântico. Esse enfraquecimento do campo indicaria a iminente mudança nos pólos magnéticos (o N inverte com o S, a bússola gira ao contrário, mas as rotações da Terra permanecem as mesmas e os continentes não saem do lugar). Quando houvesse a inversão, a camada de Ozônio se romperia, a radiação UV acabaria com a fotossíntese e o plancton, interrompendo a cadeia alimentar e levando os ecossistemas ao colapso; os pássaros migratórios ficariam desorientados. Uma inversão de 180º já aconteceu no passado, antes de nossa civilização. Mas o cientistas não acreditam nesses cataclismas, pois levam milhões de anos para ocorrer. Seria mais provável um grande asteróide ou planeta (como o hipotético “Planeta X”) nos atingirem.
E o que a Conferência de Copenhagem em dezembro tem a ver com isso? Tudo. Se a temperatura da Terra subir mais de 2 graus até 2050, teremos problemas com colheitas, falta de água, elevação dos mares, enchentes e furacões mais violentos e frequentes. As mudanças climáticas e o aquecimento global, que deveriam ser agenda prioritária para políticos, empresários e cidadãos, parece estar sendo levada pouco a sério. China e EUA já declararam que vão deixar as decisões para depois da conferência, claro, pois são complexas e impopulares. Como se fosse possível adiar o problema e um consenso mais efetivo. Se a comunidade internacional não amarrar os governos com metas, estes não estabelecerem medidas que onerem os fabricantes pelos passivos ambientais e os empurrem rumo a inovações eco-inteligentes, não vamos precisar do sol, de asteróides nem supervulcões para nos aniquilar. A própria humanidade vai fazer esse trabalho. Enquanto isso, infelizmente as gerações do futuro estão inebriadas com a lua, vampiros e lobisomens... que só habitam este planeta no escapismo do imaginário.
(*) saiba mais em http://porque2012.com/ e filme do History Channel http://www.youtube.com/watch?v=y3vcYnZ7VBQ. Os Maias falam de "fim de um ciclo de vida", o que pode significar um recomeço.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
[PLANETA] O Clima e a Ruptura Tecnológica

Plantas perenes, Furfurais, Algas mutantes, Superfermentação, Filmes Fotovoltaicos, Nanobaterias Solares ??? Vá se acostumando, pois são as novas tecnologias que vêm por aí para minimizar o aquecimento global. Quando digo para meus alunos e clientes que há inúmeras oportunidades para quem se dedicar a essas novas áreas, é fato. E a crise só faz aumentar a busca por soluções criativas e mais econômicas.
Biocombustíveis a partir de celulose de algas ou gramas naturais chamadas “plantas perenes”, que não mais ameaçam a segurança alimentar transformando plantações de milho e trigo em etanol, e crescem em áreas degradadas, demandam menos insumos agrícolas e são mais baratos; catalisadores sintéticos que aumentam a produção de celulose, gramas nativas e cana-de-açúcar (a “superfermentação”); substâncias obtidas pela decomposição de resíduos agrícolas e lixo urbano que geram um combustível mais energético que o etanol, não-tóxico e que não se mistura na água (os “Furfurais”). Todos eles perfeitamente compatíveis com os veículos e postos de combustível que já existem.
Em outra frente, o vento e o sol. Os geradores eólicos produzem 1,5% da eletricidade mundial. Obama quer 30% da energia dos EUA até 2030 gerada por essa fonte e a China até 2020 vai usar o vento para gerar o equivalente ao que o Brasil inteiro consome de eletricidade. Dezenas de empresas desenvolvem soluções de energia solar. Filmes flexíveis fotovoltaicos, baratos e que podem ser instalados em telhados, tetos de carros e eletrônicos (Evergreen Solar); nanobaterias solares que absorvem centenas de vezes mais energia que as células solares atuais, tendo o Japão à frente; tubos fotovoltaicos que produzem o dobro de uma célula convencional (Solyndra).
Finalmente o badalado Hidrogênio, de alta performance, cuja queima produz apenas vapor d’água, mas ainda com produção caríssima. Nada que algas mutantes não possam resolver, projeto em parceria do Depto. Energia com várias entidades de pesquisa dos EUA. Tudo devidamente acompanhado pelas montadoras, como Toyota (Prius), GM (Buick Lacrosse) e Mazda (Premacy).
Num próximo post, contarei as metas ambiciosas (embora inevitáveis !) que os países estão estabelecendo para a questão do clima, via rupturas tecnológicas na matriz energética. As empresas de petróleo terão que se mexer, e rápido... a economia de baixo carbono vem com tudo.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
[PLANETA] A herança que você está deixando

A divulgação é da Agência Internacional de Energia: a temperatura da Terra deverá subir 6 graus até o final do século. Na prática, isto significa o degelo nos pólos, aumento do nível do mar com maremotos e inundações, furacões e secas devastando cidades de plantações. Isto é pior que o previsto no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU. Como o consumo de petróleo e outras fontes energéticas que emitem CO2 tende a aumentar e o consumo de carne que emite metano não dá mostras de diminuir, o colapso ambiental será inevitável.
Se o seu primeiro filho nascesse hoje, saiba que quando ele tivesse 80 anos e seus netos 50, eles já estariam sofrendo as consequências. Bonita herança estamos deixando...
Que fazer: pressione as empresas em direção à sustentabilidade, reveja seus padrões de consumo, dissemine e eduque sobre o tema, torne-se um militante da causa - que é nobre e do seu mais absoluto interesse.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
[PLANETA] Olimpíada Eco-suja

A China bem que tentou minimizar os problemas ambientais que poderiam vitimar ou chocar os turistas durante os Jogos Olímpicos. Pequim e Xangai são cidades sem cor, mal se vê a lua sob a névoa de gases, o sol fica uma bola vermelha, as roupas e cabelos enchem de fuligem, os olhos ardem, os chineses tossem e cospem frequentemente. Apesar de terem sido criativos na "maquiagem", os números impressionam.Os danos ambientais consomem 5,8% do PIB segundo o Banco Mundial; 90% das florestas não existem mais, 75% dos rios estão poluídos, 28% do território virou deserto. A emissão de CO2 no ar é de 5,2 milhões de toneladas, triplo do Brasil.
POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA
80% da eletricidade chinesa vem da queima de carvão, a maioria das fábricas não tem filtro nas chaminés, as emissões dos escapamentos de caminhões supera 130 vezes o permitido na Europa e o gás sulfúrico emitido pelos carros vira chuva ácida sobre países vizinhos (Coréia, Japão). A China é o 2o. maior emissor mundial de gases de efeito estufa (17,5% do CO2). A produção de arroz (35% da produção mundial) e a queima de carvão mineral emitem o metano, 20 vezes mais poluente que o CO2. O Banco Mundial estima a morte de 400.000 chineses/ano devido á poluição.
ÁGUA
O país tem 1/5 da população do mundo e só 7% das reservas de água limpa. São 500 milhões de chineses sem acesso a água potável. A água contaminada por lixo causa câncer pulmonar e intestinal, maior causa de morte do país. É tanto esgoto que os treinos olímpicos de esportes aquáticos foram interrompidos por excesso de algas. Só 26% dos esgotos urbanos são tratados.
LIXO
70% da produção mundial de lixo eletrônico fica na china (500 toneladas/ano), como sucatas tóxicas - o e-waste.
A "MAQUIAGEM"
O governo mandou bombardear nuvens com iodeto de prata para fazer chover e limpar um pouco o céu. Desviou água dos camponeses para Pequim, evitando racionamento e falta, pois as delegações olímpicas vão aumentar o consumo em 30%. Plantou 60 milhões de mudas de flores e criou uma floresta de 530 mil árvores próximo dos estádios. Mandou parar a construção civil, algumas fábricas e tirou de circulação 1 milhão de carros. Depois dos jogos, o que vai acontecer é questão de pressão dos militantes locais, da opinião pública internacional e do governo chinês.
terça-feira, 22 de julho de 2008
[PLANETA] Países do G-8 dão pouca importância ao aquecimento global
Reproduzo aqui postagem do meu amigo o Prof. Cristóvão Pereira em seu blog:
”Os líderes das sete economias mais ricas e da Rússia, o G-8, esquivaram-se de adotar metas para a redução dos gases que provocam o aquecimento global. Apesar das pressões da União Européia e das organizações não-governamentais, o comunicado da reunião de cúpula do G-8 sobre meio ambiente e mudança climática apenas "recomenda" que, na convenção das Nações Unidas que substituirá o Protocolo de Kyoto, seja adotado o objetivo de redução de apenas 50% das emissões globais até 2050.”
Pelo menos este o Bush assinou... Sendo eles os maiores poluidores do mundo e um país que consome quase o dobro de sua biocapacidade, totalmente comprometidos com as grandes empresas de petróleo, ainda é melhor do que nada.
”Os líderes das sete economias mais ricas e da Rússia, o G-8, esquivaram-se de adotar metas para a redução dos gases que provocam o aquecimento global. Apesar das pressões da União Européia e das organizações não-governamentais, o comunicado da reunião de cúpula do G-8 sobre meio ambiente e mudança climática apenas "recomenda" que, na convenção das Nações Unidas que substituirá o Protocolo de Kyoto, seja adotado o objetivo de redução de apenas 50% das emissões globais até 2050.”
Pelo menos este o Bush assinou... Sendo eles os maiores poluidores do mundo e um país que consome quase o dobro de sua biocapacidade, totalmente comprometidos com as grandes empresas de petróleo, ainda é melhor do que nada.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
[ECOVIDA] Dica Prática nr. 3
Você sabia que as fezes dos animais produzem gás metano, que é 20 vezes mais poluente que o CO2 na atmosfera? E que para aumentar a área de pastagens e produzir soja para ração animal a Amazônia vem sendo devastada, tudo para atender à nossa dieta excessivamente baseada em carne ? Portanto, se você pensava que o seu carro era o maior vilão do aquecimento global, errou. Aquele churrascão, os bifes e galetos na mesa diária... Não precisa virar vegetariano, mas tente diminuir um pouco o consumo. A natureza agradece.
Para levar a coisa no humor, veja dois filminhos virais excelentes: “O Pum da Vaca” e “The Meatrix” (em http://www.youtube.com/watch?v=eeCocA0dwdc) e suas sequências II e II 1/2.
Para levar a coisa no humor, veja dois filminhos virais excelentes: “O Pum da Vaca” e “The Meatrix” (em http://www.youtube.com/watch?v=eeCocA0dwdc) e suas sequências II e II 1/2.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
[PLANETA] Carro Sustentável

A frota que levou um século para chegar a 1 bilhão de carros deve dobrar nos próximos 30 anos com o enriquecimento dos países emergentes. Uma calamidade para o aquecimento global e para nossos pulmões!
A Toyota foi pioneira e em 1997 lançou o híbrido gasolina-eletricidade Prius (foto), que já vendeu mais de 500.000 unidades. A GM investiu U$ 1bi no Chevrolet Volt, elétrico previsto para 2010. E os fundadores do Google criaram em 2003 a Tesla Motors, que fabricará carros elétricos de luxo, além de já terem visitado o Brasil para conhecer melhor o Etanol de cana.
Mas cuidado: a fonte dessa eletricidade não pode ser poluente, como termoelétricas ou geradores a gasolina ! Senão estamos correndo atrás do próprio rabo.
Mais infos no site http://www.cleanmpg.com/ e no livro "Zoom - The global race to fuel the car of the future" de Ian Carson e Vijay Vaitheeswaran, Ed. Twelve.
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