A nova e linda sacola da grife Malwee (foto) destaca que o material é de plástico Oxibiodegradável, portanto ecologicamente correto. Simpática, alerta para o cliente ter cuidado, porque o plástico começa a se decompor em 12 meses, mas não informa o “X’ da questão: durante quanto tempo isso vai acontecer. Como tudo na Sustentabilidade, as coisas não são tão simples, e malefícios podem se esconder por trás de aparentes benefícios. Fui investigar, porque um dos assuntos “da hora” é a proibição iminente das sacolinhas de supermercado.

Descobri que o plástico Oxibiodegradável é feito à base de amido de batata, e teoricamente se decompõe de 18 a 20 semanas (contra 200 anos do convencional). Mas estudo da CETESB afirma que não se pode garantir que o polímero desse plástico seja reincorporado à natureza nesse tempo, nem prever seu comportamento no meio-ambiente, até porque ele não pode ser compostado como o lixo orgânico. “Essas sacolas utilizam aditivos para que o plástico se torne oxibiodegradável. Entretanto, ao se degradar, os plásticos não desaparecem na natureza e sim se fragmentam, podendo causar riscos ambientais muito mais sérios, como contaminação de rios e subsolos”, explica Francisco Esmeraldo, presidente do Instituto SocioAmbiental do Plástico, o Plastivida. Ou seja, pode-se estar gerando uma “poluição invisível”.
Para entender as diferenças dos Plásticos:
Oxidegradáveis - degradação química que resulta da oxidação (Oxo-degradação), que pode ou não chegar à biodegradação.
Biodegradáveis - degradação biológica e natural, por ação de enzimas. Os microorganismos decompõem o material, que perde as propriedades químicas nocivas em contato com o meio ambiente.
Descobri que o plástico Oxibiodegradável é feito à base de amido de batata, e teoricamente se decompõe de 18 a 20 semanas (contra 200 anos do convencional). Mas estudo da CETESB afirma que não se pode garantir que o polímero desse plástico seja reincorporado à natureza nesse tempo, nem prever seu comportamento no meio-ambiente, até porque ele não pode ser compostado como o lixo orgânico. “Essas sacolas utilizam aditivos para que o plástico se torne oxibiodegradável. Entretanto, ao se degradar, os plásticos não desaparecem na natureza e sim se fragmentam, podendo causar riscos ambientais muito mais sérios, como contaminação de rios e subsolos”, explica Francisco Esmeraldo, presidente do Instituto SocioAmbiental do Plástico, o Plastivida. Ou seja, pode-se estar gerando uma “poluição invisível”.
Para entender as diferenças dos Plásticos:
Oxidegradáveis - degradação química que resulta da oxidação (Oxo-degradação), que pode ou não chegar à biodegradação.
Biodegradáveis - degradação biológica e natural, por ação de enzimas. Os microorganismos decompõem o material, que perde as propriedades químicas nocivas em contato com o meio ambiente.
Oxibiodegradáveis – a degradação é química e biológica e ocorre em dois estágios: pela reação com o oxigênio (combustão) é convertido em fragmentos moleculares que, ao serem umedecidos por água, se oxidam e são biodegradados (convertidos em dióxido de carbono, água e biomassa).
Qual o problema dos saquinhos de supermercado ? (que já são proibidos ou sobretaxados em vários países) O descarte de 500 bilhões a 1 trilhão de sacos/ano vai parar em rios, mares e lagos e entope bueiros. Os sacos engasgam ou sufocam animais marinhos que os confundem com alimento ou são "ensacados". Chegam tão longe quanto as Ilhas Malvinas ou o Círculo Ártico. Só os EUA lançam 4 milhões de kg de sacos ao mar anualmente. Ao se fotodegradarem, geram petro-polímeros menores e mais tóxicos. Reciclar seria bom, mas menos de 1% deles toma esse rumo, até porque é mais caro reciclar que produzir um saco novo.
Há leis em trâmite para substituir o termoplástico feito de polietileno (petróleo) por sacos biodegradáveis e recicláveis, os grandes varejistas passaram a estimular o uso das Eco-Bags e pensam em breve cobrar pelos saquinhos. Faça as contas:
1 Eco-Bag (tecido)

Ainda parecem ser a melhor opção.
Fontes: AgSolve, WWF, CNN.com/technology, National Geographic e contribuições dos ex-alunos Kelli Marcolongo do Banco Votorantim e Ivonir Bertollo da Cinquetti.
Fontes: AgSolve, WWF, CNN.com/technology, National Geographic e contribuições dos ex-alunos Kelli Marcolongo do Banco Votorantim e Ivonir Bertollo da Cinquetti.





