Ártico

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

M-COMMERCE - O futuro das compras online

O céu é o limite para as possibilidades do Marketing Móvel (mobile), já que os aparelhos de celular passam 24h com seus donos (alguns nem desligam enquanto dormem!). E com tecnologia que usa QR-codes (mobile tagging, já disseminada em anúncios, rótulos e cartões de visita), agora é a vez do Mobile Commerce.

A rede Tesco chegou à Coréia e descobriu que os coreanos trabalham muito e odeiam a experiência de fazer compras de supermercado. Assim, desenvolveu uma ação no metrô e aproveitou o tempo ocioso dos passantes e o alto índice de portadores de smartphones para vender seus produtos online. Criou uma "loja virtual" com enormes painéis fotográficos das gôndolas contendo QR-codes. O cliente mirava os códigos com seu celular e ia enchendo o carrinho de compras virtual; os produtos eram enviados por delivery para a casa deles. Resultado: aumento de 130% nas vendas e #1 no mercado online o e quase empate com a concorrência no mundo físico. Veja a ação em http://www.youtube.com/watch?v=nJVoYsBym88

(contribuição de minha aluna Marcella Klebis Dias, Ger. Comercial da Diretoria de Novos Mercados da CIELO, sempre antenada com a evolução do varejo)

Se quiser mais informações interessantes sobre a evolução do marketing pelo celular em comparação às diferentes mídias, veja o video "The Future of M-Commerce" em  http://www.youtube.com/watch?v=quO-sxqFYcE&feature=related
 

domingo, 29 de janeiro de 2012

147 EMPRESAS CONTROLAM O MUNDO

Ao mapear a composição acionária de 43.060 corporações transnacionais em um banco de dados com 37 milhões de empresas, pesquisadores do Swiss Federal Institute of Technology em Zurique descobriram um fato surpreendente e alarmante: que uma espécie de “super-entidade” de 147 pessoas jurídicas, na maioria instituições financeiras, controla 40% da riqueza mundial. As 20 do topo da lista são:

1) Barclays; 2) Capital Group Companies; 3) FMR; 4) AXA; 5) State Street Corporation; 6) JP Morgan Chase; 7) Legal & General Group; 8) Vanguard Group; 9) UBS; 10) Merrill Lynch; 11) Wellington Mgmt Co.; 12) Deutsche Bank; 13) Franklin Resources; 14) Credit Suisse; 15) Walton Enterprises; 16) Bank of NY Mellon Corp; 17) Natixis; 18) Goldman Sachs Group; 19) T.Rowe Price Group; 20) Legg Mason.

Mas o que é umasuper-entidade”? Ela se caracteriza por uma tendência natural dos membros de se associarem às suas conexões mais próximas; só representariam uma “conspiração malévola" caso conseguissem exercer poder político e seus membros se unissem para perseguir interesses comuns – como influenciar políticas públicas eliminando barreiras, facilitando operações, privatizando lucros e socializando prejuízos; finalmente, caso se desobriguem de prestar de contas e ter posturas transparentes.

Os premiados filmes “Grandes demais para quebrar” e "Trabalho Interno" mostram os bastidores da crise financeira norte-americana em 2008 e toda a conjuntura que levou até ela, quando o Governo “pagou a fiança” das empresas envolvidas, para revolta dos contribuintes. 
Embora participação acionária não signifique controle gerencial, vê-se claramente que as instituições financeiras funcionam como a pior das “super-entidades”: benefício próprio às custas da economia e da sociedade; controle dos mercados ao patrocinarem massivamente campanhas eleitorais e fundos de fomento do Governo, livrando-se de arcar com as consequências dos seus atos. Não exercem competição saudável entre si, bem ao contrário, se aliam por interesses comuns.
Recentemente, quando o congresso americano começou as discussões para votar em leis para pretensamente proteger propriedade intelectual que acabariam trazendo, dentre outras consequências perigosas a censura da internet, o grupo hacker Anonymous postou vários filmes explicando melhor o que está por trás da ACTA e da SOPA, revelando a existência de 39 corporações (ou seja, não representantes da sociedade) que na surdina se reuniram para desenhar uma legislação que dá a elas e governo superpoderes sobre os cidadãos
Para saber mais, entre no link Revealed – the capitalist network that runs the world – physics-math – 19 October 2011 – New Scientist e veja os filmes nos links postados no nosso perfil do Facebook em www.facebook.com/amoraoplaneta.
INFORMAÇÃO É O MELHOR ANTÍDOTO CONTRA AS SUPER-ENTIDADES ! 
TÁ DUVIDANDO DO PODER DOS HACKERS? NÃO CONSEGUI SALVAR NENHUMA DAS IMAGENS DO ANONYMOUS (ROSTO MASCARADO) DISPONÍVEL NO GOOGLE IMAGES !  
Bom, graças a meu aluno mineiro com Mestrado em TI, Breno Araújo Santos, finalmente consegui salvar imagens do Anonymous. O slogan é um show ! Vamos ver se eles não se ferram ao se expor demais como vêm fazendo...



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Não é horóscopo chinês: saem a Era do Touro e do Dragão, entra a Era da Fênix


Não se engane: a atual crise não é nem uma recessão nem uma depressão, mas uma descontinuidade, daí a perplexidade dos estudiosos e a impotência de governos e empresas. É chegada a Era da Fênix (ave que renasce das cinzas), ou seja, ruptura nas formas de pensar e trabalhar que vêm se provando obsoletas. Como um paradigma funciona:  persiste durante longo tempo e num instante se rompe e implode o que está estabelecido, nos pegando desprevenidos, trazendo desafios inéditos e oportunidades.

A Era do Touro (ícone de Wall Street - 2000 a 2009), que entrou em colapso primeiro nos EUA, depois na Europa, é ilustrada por instituições financeiras e conglomerados industriais como Ford, GM, AIG, Citicorp e Lehmann Brothers. É o modelo neoliberal (single bottom line) de busca imediatista de lucros, visão egoísta e de curto prazo. A crise continua se alastrando, agora na União Européia, com a África totalmente abandonada à própria desgraça há tempos.

A Era do Dragão, quando emergiram os “tigres asiáticos” e os BRICs, trouxe planejamento de longo prazo turbinado por modelos de negócio e cadeias de valor tipo double bottom line – crescimento econômico acelerado e grande coesão social (muitas vezes nacionalismo exagerado, como China) – enfrentando passivos ambientais e restrição de recursos naturais.

Entra em cena a Economia Fênix, novo paradigma econômico pós-crise de 2008. Nome criado por John Elkington, pai do termo triple bottom line, que define o moderno conceito de sustentabilidade. Em parceria com a Skoll Foundation, mapeou 50 companhias (empreendedores, investidores e corporações) que estão liderando uma revolução de inovação, enfrentando os enormes desafios impostos por essa ruptura e desenhando os rumos desse novo paradigma.

Alguns exemplos, pra quem pensa que é utopia: 

GE com sua iniciativa Ecoimagination de energias renováveis; 

Google.org – a ONG do Google

GSK e sua redução radical dos preços de remédios para os países pobres; 

TNT e sua logística para ajuda em catástrofes e iniciativas de larga escala como reflorestamento na África; 

Better Place do empresário Shai Agassi, que desenvolve a rede de abastecimento para veículos elétricos; 

Grameen Group, fundado pelo Nobel de Economia Mohammed Yunus, que difundiu o microcrédito na Índia e inspirou iniciativas do Banco Real e Unibanco;

Arup, o escritório de design, arquitetos e planejadores de eco-cidades como Dongtan e Xangai; 

A microempresa Apopo, com sua tecnologia de ratos farejadores de minas terrestres;  

Water.Org, ONG do ator Matt Damon que financia poços artesianos e a Pure da P&G, que distribui purificadores de água na África, onde a desertificação é calamitosa.

A eles somam-se ONGs, parcerias público-privadas para incubar empresas, organizar cooperativas desde catadores de lixo/reciclagem até trabalhadores informais (geração de emprego e renda), ou empresas desenvolvedoras de tecnologias sociais e metodologias que dão conta de processos de gestão sustentáveis e certificações globais confiáveis e até movimentos como o Projeto Gota D'Água de artistas contra a hidrelétrica de Belo Monte.

Para ver a lista completa e os exemplos fantásticos das iniciativas, entre em www.volans.com e também visite o site do forum de inovação TED Global e de seus eventos regionais, com muitos videocasts das palestras. 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

[SOCIAL] Espírito natalino não é comprar, é compartilhar

Você sabia que U$ 25 alimentam uma criança por 6 meses na África, onde a seca e a fome continuam implacáveis?  A LG Electronics vai dobrar o que vc doar ao World Food Programme da ONU. Eu acabo de doar U$ 35. Entre no link munido do seu cartão de crédito, é super fácil !

https://www.wfp.org/donate/ethiopia-lgC?utm_source=ethiopia-match&utm_medium=email&utm_campaign=ethiopia-match-donors-d1  



O programa ainda dá suporte de atendimento médico e capacitação para proporcionar renda e uma verdadeira possibilidade de transformar a vida dessas pessoas que vivem de um modo que nem podemos imaginar, totalmente sub-humano e indigno.

Vamos repensar em 2012 o nosso estilo de vida e tentar simplificar um pouco as coisas?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

PRÊMIO FORD DE SUSTENTABILIDADE - evento grátis

Dia 05 de dezembro (prox 2a.feira) a Ford realizará o 1º Seminário Ford de Sustentabilidade , a partir das 14h no MAM/São Paulo, que vai ao encontro da estratégia global da montadora - ter a Sustentabilidade como um dos seus pilares.  Como parte do evento, haverá a cerimônia de entrega do 16º Prêmio Ford de Conservação Ambiental, considerado um dos reconhecimentos mais importantes da área no país.


Confira abaixo a programação de temas e palestrantes do Seminário:

14h00 – Abertura Oficial
14h10 – “A Estratégia de Sustentabilidade da Ford” - John Vieira, diretor global de Sustentabilidade, Meio Ambiente e Segurança da Ford
14h50 – Palestra - Luiz Machado, coordenador nacional do Projeto de Combate ao Trabalho Escravo da ILO (International Labor Organization)
15h30 – Coffee Break
15h50 – “Materiais Alternativos” - Ricardo Muneratto, gerente de engenharia avançada da Ford
16h30 – “Logística Reversa e a Política Nacional de Resíduos Sólidos” - Luiz Henrique Lopes Vilas, da Ouro Verde Negócios Sustentáveis
17h10 – Cerimônia “16º prêmio Ford de Conservação Ambiental”
19h00 - Coquetel

A inscrição para participar do seminário é gratuita e pode ser feita por meio do email premioford@bm.com. No entanto, as vagas são limitadas.

Sobre o Prêmio

O prêmio é promovido no Brasil desde 1996 e seu objetivo é incentivar o desenvolvimento de iniciativas inovadoras e exemplares e divulgar o trabalho de personalidades e entidades que se dedicam a promover a consciência ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais do país.

Em 2011, a premiação vai distribuir R$ 100 mil aos melhores trabalhos de proteção da natureza e da biodiversidade realizados no Brasil. A iniciativa possui sete categorias: Conquista Individual, Negócios em Conservação, Ciência e Formação de Recursos Humanos, Meio Ambiente nas Escolas, Fornecedor e Distribuidor (subdividida em Automóveis e Caminhões).

(*) MAM – Museu de Arte Moderna – Parque do Ibirapuera – Portão 3 – São Paulo (SP)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Entendendo a polêmica de Belo Monte

Esta semana as redes sociais ficaram inundadas de ativismo de um grupo de artistas de TV com filme e petição contra a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará (http://wwwmovimentogotadagua.com.br). Criticados como mal informados e catastrofistas por uns, elogiados por outros. Mas qual a verdade, afinal?



Bom, 40% da energia mundial é baseada em carvão. No Brasil temos a sorte de poder contar com uma energia mais "limpa", a hídrica, maior potencial do mundo. Embora 80% de nossa eletricidade venha dessa fonte, só usamos 30% do potencial, cuja metade está na Amazônia. Daí o projeto do governo de construir 28 usinas até 2017, sendo 15 na bacia amazônica (entre elas Belo Monte - 11mil megawatts) e 13 na Tocantins/Araguaia (já iniciadas Santo Antonio e Jirau - 6.400 megawatts).



O setor industrial consome 30% da energia produzida no país, e esse é visto como nosso gargalo: mais crescimento, mais demanda energética. Sem dúvida as empresas precisam perseguir um modelo de consumo de energia mais eficiente, o que não é fácil nem rápido. Da geração de Belo Monte, só 10% são destinados à indústria, o resto irá para o consumidor, e sua produção já está toda pré-vendida. A Eletrobras arca com 50% do investimento, e os demais acionistas investiram R$ 500 milhões. O projeto foi redimensionado para ser o menos ambientalmente agressivo, e ainda assim o megawatt/h vai custar R$ 78,00 contra R$ 140,00 da energia termoelétrica ou eólica.

Então onde está o problema? Bem, ao diminuir a área alagada (ou seja, a captação de chuvas e de rios), mais da metade do ano a planta será improdutiva. Decisão por conta da usina de Balbina, que transformou uma enorme planície em um cemitério de floresta que emite 10 vezes mais gás de efeito estufa (metano) que uma termoelétrica e só produz míseros 240 megawatts. Outro problema é que 360 pessoas em 11 municípios predominantemente indígenas do Rio Xingu serão desalojadas e enfrentarão um bioma afetado (peixes, nível dos rios - leia-se enchentes - incluindo a vazão dos afluentes). Toda usina traz, ainda, uma população de fora (os trabalhadores) que incharão municípios praticamente sem infraestrutura, gerando desagregação social e cultural, violência e prostituição. A ênfase na proteção da cultura indígena não é desprezível, apesar dos números desfavoráveis (360 "gatos-pingados" contra 120 milhões de brasileiros).

Os gestores do projeto e governantes garantem que Belo Monte leva em conta os efeitos sociais e ambientais, e os mitigou até o limite máximo da viabilidade financeira da usina. Ainda assim ela será eficiente, já está com sua produção pré-vendida, vai custar mais caro para os investidores e mais barato para os consumidores. Como já vimos este filme muitas vezes, é de se ficar cabreiro. Uma das razões atribuídas pelo próprio Itaú para ganhar o título de banco mais sustentável do mundo é ter declinado de investir em Belo Monte. Como a lei de crimes ambientais brasileira co-responsabiliza o investidor nas multas, indenizações e custos de recuperação de áreas degradadas dos projetos financiados, e o Itaú tem 2 empresas do grupo listadas no DJSI (carteira sustentável da Bolsa de NY), é de se imaginar que os economistas e analistas do banco estejam fazendo gestão de risco - afinal onde já se viu banqueiro perdendo dinheiro?

Assim, cabe a você pesar prós e contras antes de decidir. Eu sou pelo princípio da precaução e acredito em usar a inventividade para buscar soluções melhores (eólica, solar), daí assinei a petição. Outros seguem a linha do desenvolvimentismo e preferem acreditar na boa fé e expertise dos planejadores e gestores de Belo Monte. Fica na mesa do boteco e na tela do computador a discussão.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Museu do Inhotim: deslumbrante "viagem" para os seis sentidos

Galeria Adriana Varejão (arq. Rodrigo Cerviño Lopez)
Parafraseando o jornalista Ricardo Freire: trata-se da melhor viagem que você nunca fez. Você já leu a respeito, ouviu dos amigos, viu entrevista na TV, chega com a mais alta das expectativas mas ainda assim vai sair deslumbrado. É o que acontece com todo mundo. E é uma vergonha o quão pouco nós valorizamos um empreendimento sem paralelo no mundo, uma utopia do empresário Bernardo Paz que está dando certo ! Tudo é superlativo por lá: investimento inicial de US$ 250 milhões de próprio bolso, 500 ítens de 97 artistas no acervo, 200 mil visitantes/ano, 700 funcionários predominantemente da comunidade local, R$ 22 milhões/ano em despesas de manutenção e projetos socioambientais, 18 galerias, 24 obras espalhadas ao redor de 5 lagos, 4500 espécies vegetais formando a maior coleção viva do Brasil e a de palmeiras do mundo.
Magic Square #5 (Hélio Oiticica)

O lugar é quase indescritível, porque cada um vai vivenciá-lo à sua maneira. A experiência acontece em várias camadas: visual - a beleza e os detalhes do paisagismo de Burle Marx, das obras artísticas e da arquitetura criativa e arrojada das galerias e pavilhões; os caminhos propositalmente tortuosos e orgânicos, para que cada um construa sua rota pessoal, sem nada pré-determinado; os recantos escondidos para descanso ou que descortinam uma obra que o olho não percebeu; olfativa - os aromas inebriantes ora de eucalipto, ora de lírios, de mata molhada ou de alguma comida sendo preparada; as "obras sonoras"- sinfonias e cacofonias de 15 a 30 minutos às quais é preciso permitir tempo para fruir, numa altíssima qualidade de som; tátil - as variadas texturas de plantas, gramados e instalações que se pode tocar e percorrer por dentro, como andar sobre estilhaços de vidro ou descalço em carpetes felpudos, mergulhar em piscinas ou pular em blocos de espuma; gustativa - bons restaurantes e lanchonetes com comida bem feita que vai da pizza e do cachorro quente aos pratos gourmets.

Recanto:  3 camadas horizontais de plantas espetadas por palmeiras
Inhotim também joga o visitante numa experiência metafísica: é preciso entrar de mente aberta para questionar o próprio conceito do que é ou não arte. Obras que à primeira vista parecem bobagens são ressignificadas quando se lê na ficha técnica a intenção do artista por trás da criação, ou se assiste o filme do making of. Tudo faz sentido, e a curadoria tem clara orientação para uma arte engajada com temática social, política e ambiental. Por exemplo, o filme De Lama Lâmina mostra uma performance perturbadora do artista Matthew Barney com o músico Arto Lindsay em Salvador, cujos elementos foram trazidos para exposição permanente num pavilhão feito sob medida.
Performance De Lama Lâmina em Salvador

Ou a poderosa escultura Beam Drop com vigas de ferro gigantes atiradas numa piscina de concreto fresco por um guindaste 45m acima (filme no YouTube).

Beam Drop de Chris Burden

Os caminhos não-lineares são feitos para "quebrar" os pré-conceitos, e de repente o olho ficou mais afiado, começa a reparar nos detalhes naturais ou artificiais à sua volta, o visitante é jogado num outro nível de consciência onde começa a querer interagir com o espaço e produzir arte. Seja no enquadramento das fotos, seja em "viagens" mentais de como o lugar se prestaria para uma performance, plantar vasinhos de tempero e flor, abraçar uma árvore ou sentar-se num dos vários bancos de troncos majestosos para contemplar a paisagem e ouvir a sinfonia de pássaros e o apito da Maria Fumaça ao longe. Muito doido, mas fato facilmente verificável, seja observando os demais turistas, seja fuçando as milhares de fotos postadas na web pelos visitantes.

Já estava me achando o próprio Pollock dos trópicos

Inhotim é a prova viva de que a arte é uma linguagem universal. Gente de todas as classes sociais, nacionalidades, grupos de amigos, excursões ou famílias, todo mundo fazendo sua "viagem". E de que se pode sonhar. Estão a caminho nos próximos três anos mais galerias e pavilhões que irão dobrar o número de obras do acervo, uma pousada-boutique e um centro de convenções. Os imóveis em Brumadinho já se valorizaram 300% desde o surgimento do museu, transformado em OSCIP (Organização Sócio-Cultural de Interesse Público), facilitando a captação de recursos externos.

Para visitar a infra atual, reserve 2 dias. Futuramente, só Deus sabe: talvez comecem a vender passes de múltiplos dias. Melhor investimento: por mais R$ 10,00 você tem direito ao transporte interno em carrinho elétrico para as maiores (e demoradas) distâncias. Tudo a 70km de Belo Horizonte. Está na hora de fazer essa viagem.