Ártico

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

[DIGITAL] Redes sociais mais efetivas que Procon

Tenho repetido isso em minhas aulas: as redes sociais empoderaram os cidadãos e ONGs, portanto - Empresas, monitorem! Consumidores, utilizem!



Hoje leva de 5 min e 2 h para responderem reclamação vinda do Twitter (e a solução do problema 24h). No Procon, no mínimo, 1 mês, de acordo com um levantamento da Folha de SP. Segundo o Estadão.com ele é 8,4 mil vezes mais eficaz do que o órgão.  Facebook tem um índice de eficiência até 1,4 mil vezes maior que o Procon, com resposta de 30 min a 6 h (solução tb em até 24h). 

feedback dos chats nos sites corporativos leva em média 5 dias úteis e a resposta mais 5. Idem os SACs. No Procon, a espera por uma solução não tem prazo certo. 

Se acrescentarmos YouTube Linkedin à equação, o estrago reputacional será grande. A característica desse ambiente é o crescimento exponencial da divulgação e caminhos pulverizados e não rastreáveis para um "desmentido", se for o caso. O filme emblemático do consumidor irado com a Brastemp, que por 3 meses não trocava sua geladeira defeituosa, rendeu 20mil acessos só na primeira hora no YouTube. Eu mesma tive a chance de testar: um split comprado na Consul, que ainda na garantia deu defeito duas vezes e me rendeu 7 visitas de técnicos sem solução, foi rapidamente trocado por modelo superior quando espalhei a reclamação no Twitter, YouTube (deixando comentários em todos os filmes que encontrei no site referentes à marca), registrando o caso no site Reclame Aqui, postando esse link no Facebook, Twitter e Linkedin e pedindo aos meus contatos que passassem adiante, dizendo "amanhã pode ser vc".

Deu certo: em 24h a Consul começou a me seguir no Twitter e em mais 24h a ouvidoria da Whirlpool fez contato via fone comprometendo a solução da troca, feita 15 dias depois.

Relatos colhidos de alunos têm indicado o mesmo nível de sucesso nas iniciativas via rede, com bancos, TV a cabo etc. É só investir uma manhã e voilà, se a empresa tem alguma noção de perigo e apreço pelo seu brand equity, age rápido. Tente e verá. Se estiver do outro lado do balcão, seja um gestor antenado: monitore, crie processos internos e não deixe a coisa tomar proporções irrecuperáveis.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

[JOB] Empregos na área de Sustentabilidade da UNIMED/RJ

A UNIMED RIO está para inaugurar um sofisticado hospital na Barra da Tijuca/RJ, e oferece 2 vagas - interessados devem encaminhar CV para sustentabilidade@unimedrio.com.br.

1. Estagiário de Sustentabilidade

Formação: Economia / Administração / Engenharia de Produção - a partir do 4º período

Atividades: Apoio na operacionalização dos sistemas de gestão voltados à Sustentabilidade, coleta de indicadores e produção de relatórios, acompanhamento de projetos com foco no investimento social privado da Unimed-Rio.

Competências Técnicas: Interesse a afinidade com os temas de Sustentabilidade, capacidade de análise, argumentação e raciocínio lógico, boa redação e fluência verbal

Competências Comportamentais: Bom relacionamento interpessoal, organização, pro atividade, dinamismo e iniciativa.


2. Analista Junior de Sustentabilidade

Formação: Economia / Administração / Engenharia de Produção

Atividades: Elaborar projetos e ações de baixa complexidade relacionados à sustentabilidade e prestar suporte aos projetos demais realizados pela área; participar de diagnóstico, análise e manutenção de sistema de gestão e indicadores de sustentabilidade.

Competências Técnicas: Conhecimento de ferramentas de gestão da sustentabilidade (GRI, Ethos, BS etc); Metodologia de elaboração de projetos e diagnósticos; Redação; Noções dos segmentos de serviços, saúde suplementar ou hospitalar serão considerados diferenciais.

Competências Comportamentais: Relacionamento interpessoal, Visão sistêmica, Raciocínio lógico, Organização Capacidade de negociação e influência.

terça-feira, 19 de abril de 2011

[JOB] Emprego no setor de construções sustentáveis

RECEBI E DIVULGO:
A Casa do Futuro, empresa especializada em consultoria para construções sustentáveis, contrata arquiteto(a) ou engenheiro(a). É necessário fluência em inglês e interesse em trabalhar com consultoria em sustentabilidade. Favor encaminhar currículos para rosana@casadofuturo.com

Se você ainda não está cadastrado no ALUMNI, pode se cadastrar agora no endereço: http://www.mestrado-sg.com.br/Alumni/tabid/262/Default.aspx

(Anunciado no Portal Alumni - Coordenação Alumini Sistemas de Gestão/ LATEC UFF - Mestrado em Sistemas de Gestão - Universidade Federal Fluminense)
Tels.: 2629-5612 /2629-5615 / 2717-6390 -fax
www.mestrado-sg.uff.br

sexta-feira, 15 de abril de 2011

[SOCIAL] A Geração Y e a bomba-relógio empresarial


Como sabem, o assunto do blog é Reputação Corporativa (branding) apostando na Sustentabilidade e na comunicação digital. Já queria publicar sobre tema que deve incomodar a todos: o jeito cada dia mais desrespeitoso com que nós consumidores somos tratados pelas empresas em geral.

Montar apartamento novo em 2010 me proporcionou muitos exemplos, fora os contados pelos amigos. Todeschini (não mandava montadores, a cozinha despencou e amarelou, demorou a entregar peças e algumas nem eram minhas), NET (inventou 3 planos e 2 modems numa casa com apenas 1 TV, cobrando em deb.automático!), Consul (split na garantia que pifou e depois de 1 mês dormindo no qto hóspedes e brigando para consertar/reinstalar, o conserto durou... 1 dia!), RJZCyrela (mil pendências de construção, pista de boliche empenada, garagem infiltrada, elevadores enguiçados, cinema inoperante, conflitos de interesse do Síndico que é funcionário da empresa), Dell'Anno (em 7 meses porta do armário já empenou - daí trocaram todas, não apenas a ruim, e abandonaram comigo várias peças perfeitas de MDF).

Quem já não passou por coisas semelhantes? Recentemente um cliente irado da Brastemp publicou no YouTube filme reclamando de 3 meses sem geladeira e sem solução. Na primeira hora foram 20 mil acessos; no mesmo dia recebi via Facebook e email.

Me assombra o nível de desperdício de mão-de-obra e materiais. Como essas empresas podem ser lucrativas? Faltam processos, pegam serviço acima da capacidade, que como é mal executado gera retrabalho, roubando agenda para dar conta do serviço novo vendido. Um círculo vicioso onde o único prejudicado é o cliente. Que espera, que se irrita, que por vezes fala com call centers terceirizados sem autoridade, que fica privado do usufruto daquilo pelo qual pagou.

De onde vêm os processos? De gestores capacitados em desenhá-los. E onde estão esses profissionais? Bem, a julgar pelo nível de respostas que encontro em provas de pós-graduação dos cursos onde leciono (a elite cultural do país), estamos em cima de uma bomba-relógio. Falha no ensino fundamental o exercício da capacidade de interpretar, correlacionar e fazer raciocínio abstrato. A Geração Y (digital) se expressa em meia dúzia de linhas ou 140 caracteres, como um post de blog ou twitter. Se acha cheia de direitos e não enxerga suas proprias limitações. Recentemente um aluno em Sta.Catarina relatava que desistiu de contratá-los em sua firma pela falta de foco, de comprometimento, a pressa em serem promovidos sem fornecer à altura, tanto que adotaram a política de doravante só contratarem PHDs (Pobres Humildes e Dedicados) e treiná-los na empresa.

Portanto, juntando uma atitude imediatista e arrogante com a falta de base educacional (veja, ter informação não significa ter conhecimento nem capacidade crítica), estamos diante de uma iminente falência do sistema empresarial. Produtos que desmontarão, explodirão, finanças que nunca fecham por conta de desperdícios de materiais e esforço humano, falta de tempo para cobrir tantos retrabalhos, clientes frustrados e desrespeitados. Que agora ganharam meios digitais de guerrilha, como rapidamente arrasar a reputação da empresa via mídias sociais, blogs,sites de reclamação e paródias no YouTube. Como eu disse, uma bomba-relógio.

terça-feira, 12 de abril de 2011

[PLANETA] Água é coisa mais séria do que você imagina



Muito bom o documentário SUMMIT ON THE SUMMIT, escalada ao Kilimanjaro para chamar atenção ao problema de falta de água limpa que assola a África, onde os artistas Emile Hirsh, Jessica Biel, Kenna, mais Alexandra Cousteau, encaram 8 dias de uma jornada duríssima, reportada em video, twitter e blog. Veja na MTV em http://www.mtv.com/videos/summit-on-the-summit/1633903/playlist.jhtml#series=2211&seriesId=30030&channelId=1. Eles tb tem perfil no Facebook.

A desertificação é um dos problemas centrais das mudanças climáticas e a falta de água limpa causa cólera e doenças graves nas populações africanas e indianas, que viajam horas para achar qualquer fonte de água, muitas vezes contaminada de fezes de animais e detritos. Com tantos rios, lagos e aquíferos, nós aqui no Brasil não temos noção da gravidade do problema.



O ‎Water.org é a ONG criada pelo ator Matt Damon, que reverte 100% da venda de uma bela garrafinha para a causa, além de dar microcrédito para iniciativas em 14 países. Veja a entrevista em http://saveone.net/filter/Water.org#959575/Ensuring-the-Right-to-Clean-Water-One-Bottle-at-a-Time-Matt-Damon.



A AMBEV criou em parceria com a Sabesp o Banco Cyan (bancocyan.com.br) para disseminar a economia de água. Os clientes ganham descontos proporcionais à sua redução em sites de compras como Shoptime, Americanas, Blockbuster e Submarino.

Sem água não existe vida nem economia. Veja o post sobre Seviços Ambientais (março/2010) e como empresas já estão cientes e agindo. Quer ajudar: entre também em www.charitywater.org.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

[PLANETA] Botando um $$PREÇO$$ na Natureza


Há tempos prometi escrever sobre Serviços Ambientais (“ecosystem services”), a vanguarda da Sustentabilidade: valorar monetariamente a contribuição dos ecossistemas à humanidade e às empresas. Ou seja, incorporá-la às decisões gerenciais e ao cálculo dos balanços financeiros. Não se ouviu outra coisa da boca dos economistas na última reunião do Inst. Ethos, Ricardo Abramovay e Sergio Besserman.

Embora seja lindo pensar a Sustentabilidade como resultado de um grau elevado da consciência humana (ética), essa revolução se dará é pela via da Gestão de Risco. Exemplo: um negócio se torna inviável economicamente no longo prazo caso dependa muito de água e os mananciais sequem, ou o custo de tratá-los seja enorme. Simples assim.

A essa conclusão chegaram empresas como Dow, Coca-Cola e SABMiller. A Dow destinou U$ 10 milhões para uma parceria com a TNC (The Nature Conservancy) como um “investimento no futuro da empresa” (palavras do CEO Andrew Liveris), preparando-a para leis mais restritivas e escassez de recursos. Investiu U$ 1,5 milhões num projeto em S.Paulo de preservação do reservatório Cachoeira (Serra da Cantareira), que diminuirá em 60% os sedimentos a serem filtrados lá adiante. Sem contar os ganhos sociais, da biodiversidade e reputacionais.

A Coca-Cola já investiu U$ 30 milhões em projetos ligados à água, reduzindo em 31% o uso na fabricação de suas bebidas. A SABMiller gastou U$ 700 mil na Colômbia e espera reaver o investimento em 5 anos, com a redução dos custos de tratamento de água.

Estudo da Goldman Sachs (2007) correlacionou empresas líderes em políticas de sustentabilidade a uma performance superior no mercado acionário. A revista Nature (1997) estimou em U$ 33 trilhões o valor dos ecossistemas (florestas, oceanos, ar, regulação do clima, benefícios culturais e recreativos). Baseou-se no quanto o público estaria disposto a pagar por serviços ambientais como tratamento de resíduos ou despoluição. O PIB mundial é hoje de U$ 60 trilhões.

Mas essa conta não é simples. Quando se tenta valorar coisas como biodiversidade ou fruição da natureza, é grande a subjetividade. Mas esse é um caminho sem volta. Um sistema de governança global está no horizonte, com leis que farão as empresas internalizarem no custo dos produtos os impactos nos ecossistemas.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

[DIGITAL] Singularidade - quando as máquinas serão melhores que os humanos


Nunca tinha ouvido falar mas levei um susto: SINGULARIDADE - o momento em que a fronteira entre a inteligência artificial e a orgânica será apagada, e a capacidade intelectual das máquinas ultrapassará a de toda a humanidade somada. Previsto para 2045, por Raymond Kurzweil, famoso cientista que é considerado por Bill Gates o maior especialista em inteligência artificial do mundo. "A coisa mais importante que acontecerá aos seres humanos desde a invenção da linguagem", diz a revista Time.


O nome foi tirado da astrofísica - um ponto do espaço-tempo onde as leis da física comum não se aplicam mais (como nos buracos negros). Tanto a Lei de Moore (número de transistors que se pode colocar num chip) quanto a regra de Kurtzweil (quantidade de poder computacional - milhões de instruções por segundo - num determinado tempo, que se pode comprar por U$ 1,000) geram uma curva exponencial semelhante, cujo valor dobra a cada 2 anos. Essa aceleração nunca mudou nem com guerras ou crises econômicas. É típico dessas curvas começarem lentas e depois se acelerarem cada vez mais até o infinito. Difícil de processar na nossa cabeça, já que estamos acostumados a pensar linearmente.


Em meados de 2020, já poderemos fazer engenharia reversa da mente humana. Computadores poderão criar e apreciar arte, tomar decisões éticas, fazer piadas e até mesmo substituir os cientistas no processo de desenvolvimento tecnológico, com sua capacidade de processar gigantescas quantidades de dados sem esforço.


Surge, naturalmente, todo tipo de teoria: que as máquinas vão nos dominar e aniquilar; que iremos nos fundir a elas como cyborgs, aumentando nossa capacidade física; que ajudarão a prolongar a vida humana, driblando o envelhecimento; que escanearão nossa consciência e viveremos dentro dos computadores indefinidamente, como numa matrix de realidade virtual.


O assunto é sério, transdisciplinar (informática, neurociência, biologia, nanotecnologia, sociologia, medicina etc) e para isso Kurtzweil criou a Singularity University em 2008, patrocinada pela NASA e o Google, entre outros. Em 2045 a quantidade de inteligência artificial criada será aproximadamente um bilhão de vezes a soma de toda a inteligência humana existente hoje. Uau ! O que vai ser de nós é a pergunta que todos estão se fazendo. Se a internet já mudou tanta coisa em tantos níveis (relações descartáveis, transferências de poder, interculturalidade, transparência, processos colaborativos de conhecimento e produção...) imagine a ruptura que a Singularidade nos trará !


Quer saber mais? "The Singularity is near" (Kurtzweil, 2005), "The coming technological Singularity" (Vernor Vinge, 1993) e revista Time ed. 21/fev/2011 em "2045 - The Year Man becomes immortal". No Youtube veja http://www.youtube.com/watch?v=kJDvdEQJOew, (que termina com a provocação: "será que sobreviveremos à nossa tecnologia?") e milhares de outros filmes sobre o tema.