
Fractais (do latim fractus, fração) são objetos geométricos que podem ser subdivididos em partes, cada uma semelhante ao original - ou auto-similares. Podem ser gerados por um padrão repetido, um processo recorrente ou interativo. Fractais naturais estão à nossa volta, nas nuvens, montanhas, rios e seus afluentes, os sistemas de vasos sanguíneos e os feixes nervosos.

Exatamente como vivemos hoje o ambiente da comunicação: as empresas não são mais as donas do discurso, mas meras participantes das milhares de conversas. O "prossumidor" (produtor-consumidor) quer formatar produtos e conteúdos a quatro mãos, o antigo paradigma praticado pelas empresas em P&D de confidencial = vantagem competitiva dá lugar a processos abertos e colaborativos, como alavancagem para maior velocidade de inovação e melhores soluções. Se possível em beta-perpétuo, ou seja, o formato final jamais está pronto, e sim em constante evolução.
O ROI (retorno sobre investimento) dá lugar ao ROE (retorno sobre engajamento ou envolvimento), onde se buscam formas de medir aspectos mais subjetivos e as correlações entre as estratégias transmídia (múltiplas plataformas); onde os custos de aquisição de um cliente por meio de ações de comunicação e marketing pervertem qualquer lógica tradicional - esforços baratíssimos geram resultados gigantes; grandes investimentos (por ex em campanhas publicitárias) cada vez menos dão o retorno esperado. Os profissionais da área estão perdidos, e só sabem uma coisa: o que valia antes já não vale mais. Difícil fazer planejamento e justificar-se perante a diretoria, não?
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