Ártico

sexta-feira, 3 de abril de 2009

[PLANETA] INTERCÂMBIO ENTRE JOVENS E ANTIGAS LIDERANÇAS PELA SUSTENTABILIDADE



Por iniciativa da CONAJE, o 1º. Seminário RENOVAR – Sustentabilidade & Responsabilidade, que acontece dias 21 e 22/maio/2009 no Rio de Janeiro, irá reunir jovens empresários, estudantes e profissionais de todo o país em torno de quatro grandes eixos temáticos, apresentados por importantes lideranças políticas e empresariais:

Sustentabilidade e Responsabilidade Social
o Sustentabilidade
o Resp. Social Corporativa
o Diálogo e Gestão de Conflitos

Ecologia Urbana
o Gestão do Lixo
o Plano Diretor
o Construção Civil

Energia
o Créditos de Carbono
o Energias Renováveis
o Eficiência Energética

Projetos Sustentáveis
o Casos da Iniciativa Jovem
o Projetos da Marinha, DIS, Educacena e Endeavour


O objetivo é disseminar a idéia da Sustentabilidade e formar alianças inter-setoriais que se traduzam em providências concretas, através da troca de experiências e networking. Por isso, projetos de ONGs, do Endeavour, do Instituto Geração e da Iniciativa Jovem/Coppead estarão sendo apresentados junto com as diversas palestras de representantes da Prefeitura, Ministério do Meio-Ambiente, FIRJAN, SINDUSCON, Aspásia Camargo, Fernando Gabeira, Carlos Minc, Haroldo Lemos e grandes empresas envolvidas nos temas, como Petrobrás, Odebrecht, EcoSecurities e Comlurb, entre outros. Confira a programação no site do evento (www.conaje.com.br/renovar).

Totalmente coerente com a proposta, o seminário terá suas emissões de carbono neutralizadas pela Ecosfera 21. O local: auditório da Associação Comercial do Rio de Janeiro, na Rua da Candelária, 09 – Centro.

O AMOR AO PLANETA APOIA O FÓRUM E É RESPONSÁVEL POR EDITAR TODOS OS INFORMATIVOS ELETRÔNICOS PRÉ-EVENTO.

[PLANETA] MUITO TRABALHO RUMO A UM RIO DE JANEIRO SUSTENTÁVEL


A Vereadora Aspásia Camargo adiantou com exclusividade algumas idéias que vai tratar em sua palestra “Cidades Sustentáveis e o Plano Diretor” no 1º. Seminário RENOVAR – Sustentabilidade & Responsabilidade promovido pela CONAJE ( Conselho Nacional de Jovens Empresários) e apoiado por este blog, que está editando todos os informativos eletrônicos pré-evento.

O que é, afinal, uma Cidade Sustentável?

É a que consegue desenvolvimento econômico e prosperidade em harmonia com a justiça social e preservação ambiental. Uma cidade que consegue resolver o problema, ao invés de acumular os problemas que não são resolvidos.

Que exemplos temos hoje de cidades sustentáveis no mundo?

As cidades são grandes buracos negros carregados de "entopia", leia-se desordem crescente. Mas algumas merecem destaque, principalmente as cidades nórdicas, como Estocolmo, Oslo e Copenhagen. São cidades avançadas em práticas previstas na Agenda 21, como energia renovável, tratamento e reciclagem do lixo. As pequenas e médias cidades são, em geral, exemplos ideais de sustentabilidade.

Que novas demandas devem ser incorporadas num novo Plano Diretor da cidade, em comparação com o anterior?

O último Plano Diretor do Rio data de 1992 e sua revisão deveria ter sido feita em 2002, logo estamos bastante atrasados. Precisamos de crescimento com inovação tecnológica, já que a cidade se encontra em processo de grave decadência nas áreas de habitação, transporte, desemprego, violência e favelização. O plano anterior não tratou os temas com a gravidade que o problema merece. Também a proteção dos recursos naturais, especialmente os corpos d'água, hoje, inteiramente poluídos, como a Baía de Guanabara, as lagoas da Barra da Tijuca e os rios que desaguam na baía.

O conceito de Sustentabilidade se baseia no trinômio meio ambiente-social-econômico. Como conciliar uma cidade sustentável com tantos problemas sociais de fundo (pobreza, violência, crime organizado, carência de educação fundamental) que assolam o Rio?

Os problemas sociais são apenas consequência de uma grave decadência econômica e da incapacidade de gestão para resolver as questões de saúde e educação. Afinal, temos uma rede de hospitais invejável, comparando-a com o resto do país, e uma tradição educacional que vem se perdendo.

Em ordem de importância, resuma em 4 pontos essenciais de que dependerá transformar o Rio numa cidade sustentável.

1) Atrair novas empresas, com tecnologia de ponta e ambientalmente corretas.
2) Melhorar a gestão de escolas, hospitais, delegacias e da Guarda Municipal. Investir em governança.
3) Preservar a paisagem e os recursos naturais.
4) Oferecer opções de moradia e de transporte.

O Fórum RENOVAR acontece dias 21 e 22/maio/2009 no Rio de Janeiro (R. da Candelária 9, Centro) e irá reunir jovens empresários, estudantes e profissionais de todo o país em torno de quatro grandes eixos temáticos, apresentados por importantes lideranças políticas e empresariais: Sustentabilidade e Resp. Social, Energia, Espaço Urbano e Projetos Sustentáveis. Mais informações em www.conaje.com.br/renovar.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

[SOCIAL] O problema e a solução da crise americana passam pela ética, diz especialista de Harvard


Laura Nash estava numa posição confortável para falar da crise dos EUA no seminário “Ética Empresarial” (FIRJAN/PUC/AMCHAM) – além de professora de Harvard e autora de vários livros, ela tinha um fundo de Hedge, o Piper Cove Asset Management em Boston. Em sua opinião, o problema e a solução da crise passam pela questão da Ética.

O Problema
Segundo ela, a “tempestade perfeita” se formou por uma combinação de sistemas de controle fracos (menos restrições para o crédito, juros baixos e falta de vigilância) + Agentes econômicos acelerados (Internet ampliou quantidade e velocidade das transações, dificultando o controle; pontocom fizeram dinheiro fácil e rápido; novos ricos consumiam exageradamente) + Problema Ético (ganância, maior tomada de riscos, crença em soluções de gênio e inovações financeiras, democratização da casa própria, o “sonho americano”).

A felicidade com a casa própria e os ganhos altos com financistas “confiáveis” como Madoff (que na verdade usava esquema de pirâmide) fez consumidores e investidores ignorarem comportamentos irrealistas, governo e analistas não se darem ao trabalho de precificar os ativos podres (já que estavam faturando, com taxas, impostos e bônus). Criou-se uma cultura contagiosa do “eu primeiro”, dos bônus ganhos mesmo diante do fracasso, de arrogância/egotrips, de infalibilidade – se você é rico, só pode ser genial. Enquanto isso, 40% dos financiamentos imobiliários estavam fora do sistema bancário – logo, dos mecanismos de controle ! O mercado foi se auto-consumindo, não havia vigilância, desconfiança, responsabilidade. Resultado: o PIB dos EUA deve encolher 3% e arrastar o mundo para média 0,5 a 1,5% de queda. Em NY, como 1 em cada 4 empregos é ligado ao setor financeiro, setores como o comércio foram afetados. Os empréstimos subprime representam 60% das execuções hipotecárias, com retomada das moradias.

A Solução
1) Mudar a cultura – os valores éticos ajudarão a sair da crise
2) Vigiar e desconfiar, sempre ! Os mercados são cíclicos, não se iludir com ganhos fáceis e rápidos.
3) Repensar o significado de sucesso x fracasso
4) Se auto-impor limites, ser realista, não se julgar infalível, domar a ganância, dosar a ambição. Ganância vicia e é contagiosa (até conservadores começaram a ter mania de grandeza)
5) Ser um cidadão responsável e solidário, sem egotrips.

Cronologia da Crise

2000-2001 – Bolha da Nasdaq, Enron, Worldcom, Tycom

15-17/set – colapso da AIG e auxílio-resgate do governo; Lehmann Brothers falido; Meryll Lynch tem preju de US$ 8 bi e é comprada pelo Bank of América

11/out – DOW tem maior alta em 1 único dia após a pior semana de sua história e intervenção do governo (alta volatilidade do merc. financeiro)

28/nov – EUA declaram oficialmente a recessão, com US$ 1 tri de empréstimos podres, DOW a -33,5 e MSCI Brasil a -27%.

segunda-feira, 23 de março de 2009

[MARCA] A revolução da Biomimética


Se é verdade que “a natureza é sábia”, então o caminho mais rápido e eficiente para inovações radicais é observar e adaptar seus processos mais inteligentes à criação e produção de materiais e à organização das relações corporativas. Essa é a proposta da Biomimética (bios = vida, mímesis = imitação), que já vem sendo aplicada ao desenvolvimento de materiais e gestão de empresas, usando a natureza como um “laboratório” eficiente e gratuito que já testou suas soluções ao longo de milhões de anos de tentativa e erro.

Quer exemplos ? O velcro veio da observação de George de Mestral sobre os carrapichos de grama agarrados ao pelo do seu cachorro, idem os solados de doc-sides usados por velejadores, inspirados nas ranhuras da pata de um cão. O laboratório Sandia/USA pesquisa baratear a osmose reversa que consome muita energia imitando a eficiência das células humanas para dessalinizar água. Michael Pheps se avantajou nas piscinas olímpicas graças à roupa com tecido de baixo atrito que imitava a pele dos peixes. A Airbus aplicou uma lâmina sobre as asas dos aviões que imita a pele do tubarão, ganhando economia de combustível e redução de atrito. A canadense Nexia, introduziu um gene de aranhas em vacas e ovelhas e, do leite resultante, sintetiza uma fibra tão forte quanto a teia de aranha e dez vezes mais resistente que o aço. A Mercedes-Benz prepara um carro biônico, leve e ultra-resistente, inspirado na aerodinâmica e estrutura de escamas hexagonais do peixe-cofre. As empresas se organizam em redes que imitam estruturas fractais, como a Genolyptus (que envolve a Embrapa e indústrias de celulose) ou o Projeto Genoma Humano, que acelerou a decodificação do DNA através de uma imensa teia colaborativa mundial.

Em tempos de sustentabilidade, cabe mudar o pensamento empresarial e científico: não mais o que podemos extrair da natureza, mas sim o que ela pode nos ensinar com seus modelos geniais.

UM AMANTE DO PLANETA

FIZ QUESTÃO DE COMPARTILHAR COM VOCÊS O BONITO E-MAIL QUE RECEBI DE UM EX-ALUNO, CARLOS MOSSMAN.
COMPLEMENTO COM O FELIZ SLOGAN DE UM ANÚNCIO DO BRADESCO:
"DO PONTO DE VISTA DO PLANETA, NÃO EXISTE COMO JOGAR LIXO FORA. PORQUE NÃO EXISTE 'FORA'."

-------------------------------------------------------------
From: Carlos Mosmann
To: Amor ao Planeta 2
Sent: Saturday, March 21, 2009 12:48 AM
Subject: Os 3 Rs e um novo Capitalismo


Patrícia,
Fui gentilmente convidado e consenti receber a leitura de seu blog de braços abertos, baseado na expectativa de ter sido seu aluno e no compartilhamento da mesma necessidade de fazer alguma coisa para mudar o descaso com que tratamos nossos recursos, que é finito. Essa palavra é cruel, humilha e anula o que pensamos ser a razão da nossa existência: reproduzir (espécie, valores) e produzir (riquezas). Pra quê? Onde queremos chegar? Minha modestíssima existência ainda não foi capaz de compreender totalmente porque vivemos mecanicamente, achando que a árvore derrubada no quintal alheio não nos afeta !

Se resolvi escrever é porque de alguma forma a sua voz ecoou, e claro, é por isso mesmo o motivo que te faz teclar para todos, para muitos, para quem quer que esteja atento e alerta para o que ainda vem por aí. Bravo !

Mas não quero só ficar na retórica do discurso. Sou bastante angajado no sentido de preservar o legado que vou deixar. Sou pai de duas riquezas que crescem com o fortúnio de ter alguém ao seu lado que se preocupa com o que o futuro os espera. Mas cada vez mais, e no preciosismo dos detalhes cotidianos, é que me encontro na missão de fazer a minha parte. Invisto tempo em explicar-lhes a importância de selecionar o lixo doméstico, mostrando como se faz e para onde vai cada matéria; instigo a nobreza e o senso de preservação ao recomendar que anualmente separem seus brinquedos desprezados para juntos ofertarmos às comunidades carentes mantidas por suas escolas particulares limpas e ordenadas.
No trabalho, fiquei muito feliz ao saber que uma funcionária do staff teve a iniciativa de montar uma caixa coletora de pilhas, baterias e celulares inoperantes, à partir de um convênio com um banco que instituiu uma campanha limpa. Claro que aderi com meus apetrechos velhos, e foi um alívio poder saber o destino que eu poderia dar a eles.

Li no jornal sobre o lançamento da Motorola, e instantaneamente pensei o quanto ainda preciso me educar para me desfazer dos atuais Ipods, N95s, Desktops, notebooks, como pessoa física e jurídica e realmente pensar em não destruir o meu chão. Tudo parece tão distante, tão irreal e tão desconfortável, que é bastante simples olhar pro lado e fingir que isso nunca irá me afetar. E aí?? Levará tempo, tudo é processo, mas concordo que o Eco-Capitalismo não permitirá opção de escolha.

Perdoe-me pelo longo texto, mas ele é fruto da sua teimosia (surda?) para acordar e educar um monte de gente que vive em estado letárgico, incapaz de enxergar o dedão do pé, o que dirá da consequência do ato de jogar uma pet de H2O no asfalto ou um singelo papel de bala Juquinha no meio-fio? Sou do tempo em que guardava o dito papel no bolso até chegar em casa pra jogar no lixo, e o que me enfurece é que não foi nem preciso meus pais me obrigarem a isso. Pergunto de novo: e aí???

Olha, é uma delícia receber sua palavra e ficar antenado. Acima de tudo, me dá a conciência que não posso nada sozinho, não sou nada sozinho.
Sou inscrito no Amigos da escola, trabalho voluntário que vc seguramente conhece, apoiado pala Unicef e Rede Globo, entre outros. Interrompi minha contribuição para fazer o MBA, e na volta me dedicarei à saúde e qualidade de vida, que é minha área profissional. Tenho certeza que você me ajudará muito.

Conte comigo.
Um abraço,
Carlos Mosmann - FGV/GE 57 - Botafogo
skype: cmosmann
"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo". - Fernando Pessoa, em "A Tabacaria".

sexta-feira, 20 de março de 2009

[SOCIAL] Quem semeia monstros, colhe monstros !


Alguns setores aparentemente “inocentes” estão sob fogo cruzado de ativistas, e com razão. As empresas de videogames parecem ir na contramão da responsabilidade social, lançando jogos absurdamente deseducativos. Não fosse suficiente o Playstation GTA da Sony, agora vem o Rapelay da Illusion, que já foi barrado na Amazon e deve ser proibido em vários países, porque transforma estupro e pedofilia em diversão juvenil.

No GTA o jogador é um marginal, que faz pontos à medida que explode viaturas e assassina policiais, rouba e mata cidadãos. No Rapelay o objetivo é bolinar e estuprar uma mulher e suas duas filhas, e depois fazê-las abortar. O ataque sexual pode ser de um ou mais jogadores com a mesma vítima simultaneamente, ou seja, estupro coletivo. Ah, dirão alguns, mas existe porque vende, porque tem adeptos. Livre arbítrio uma ova, são pessoas em formação!

Não estou ingenuamente fazendo manifesto anti-violência. As crianças da minha época também brincavam de guerra, de batalhas espaciais e agente secreto, para extravasar a agressividade, a energia e a criatividade. O problema é que antigamente o jogador era o mocinho contra o mal, agora os vilões viraram os protagonistas ou têm mais poderes porque – como me disse um sobrinho - “não têm escrúpulos”. Será que não existem temas suficientemente lucrativos e excitantes em enredos bem engendrados sem que se precise apelar para a barbárie, estimular e banalizar junto a crianças e jovens, como se fosse um jogo sem maiores conseqüências, o que existe de pior no ser humano? É isso que queremos da sociedade do futuro? Empresas de games semeando Josephs Fritzls, serial killers, Fernandinhos Beira-Mar? Denuncie, pressione e boicote, que essas empresas merecem. A criançada é sem noção, embarca achando que é tudo normal e lá na frente estaremos vivendo numa selva sem respeito nem limites éticos.

quarta-feira, 18 de março de 2009

[PLANETA] Participe, se puder

Esta é uma boa oportunidade para inscrever algum trabalho acadêmico (TCC) que tenha realizado na área de Responsabilidade Socioambiental ou para alguma ONG (leia o regulamento no hotsite do prêmio em www.premioethosvalor.org.br). Seguramente lhe trará visibilidade e para a empresa abordada também.