Ártico

sexta-feira, 13 de março de 2009

[MARCA] Desconto exclusivo para a comunidade do Amor ao Planeta




Evento inédito, “um convite à ampliação da consciência com relação ao papel e o lugar de cada um na imensa e complexa teia que compõe o mercado de Comunicação e Marketing” o SEMINÁRIO DE MARKETING E SUSTENTABILIDADE acontece dias 2 e 3 de junho na Fecomercio/SP, criado pela Uno Marketing e com uma estrutura de palestras super inovadora. O evento se divide em 4 blocos e traz um timaço de palestrantes, muitos deles ícones nos seus setores: altos executivos de empresas, jornalistas, filósofos, feras da propaganda, branding e marketing digital, diretores de ONGs, escritores e acadêmicos - entre no site http://www.unomarketing.com.br/conceito.php e confira por si mesmo.

A Uno Marketing topou conceder 50% de desconto (R$ 750,00 preço total) para a comunidade de MBAs que integram o Amor ao Planeta, que serão classificados como “estudantes”, porém as vagas são limitadas, até porque o evento está com grande procura. Quem quiser me mande um email que encaminho o formulário para preencher.

Os 4 blocos do evento são:

EU INTERIOR – desenvolvimento pessoal, auto-conhecimento, consciência e psicologia (processos criativos, comunicação responsável)

NÓS INTERIOR – moda, consumo, mídia, qualidade e estilos de vida, valores culturais e cultura organizacional

EU EXTERIOR – tecnologia, neurociências e biotecnologia (Geração Y, cybercultura, convergência, novas mídias)

NÓS EXTERIOR – responsabilidade social, meio-ambiente, terceiro setor, mobilização, participação e liderança.

Paralelo ao seminário haverá uma feira com amostras de tecnologias, processos e campanhas de marketing digital/sustentável.

quarta-feira, 11 de março de 2009

[PLANETA] Os 3 Rs e um novo Capitalismo


Não adianta inventar: o modelo capitalista é suportado pelo ato de consumir. Se paramos de comprar/usar bens a roda para de girar e tomba. O problema desse modelo é que ele extrai insumos de um ambiente com limites – a natureza. Alguns se renovam (plantas, animais), outros não (água, minerais). O caminho para a sustentabilidade é irreal quando pede aos seres humanos para frear o consumo, pois dessa forma haverá demissões, falências, perda de bem-estar e renda girando no sistema, como já estamos assistindo na bolha econômica atual. O caminho viável é repensar o nosso comportamento de consumo e inovar no modelo de produção. Aplicar os sábios Reutilizar, Reciclar, Reformar, eliminando os desperdícios que fazem do consumo algo predatório para o planeta.

Ao invés de inventar máquinas mais poderosas para agilizar a produção (veja o impressionante filme abaixo), buscar formas inovadoras de reaproveitar materiais, como o celular W233 Renew da Motorola feito de PET ou as construções eco-eficientes. É claro que a pobre natureza não dá conta de se recuperar nessa alucinante velocidade ! É preciso usar os bens até o limite de sua vida útil, criando um mercado de reformas e consertos, não essa loucura de que sai mais barato comprar um novo do que recuperar o velho – vale para sofás, aparelhos eletro-eletrônicos, pessoas que guardam seus celulares velhos ao invés de mandar para postos de coleta que encaminham à reciclagem e por aí vai.

O Brasil está radiante com suas reservas de petróleo pré-sal num momento em que o mundo inteiro usa toda a sua inventividade para criar uma economia de baixo carbono. Quem deveria estar feliz são a Bolívia, Chile e Argentina, que tem as maiores reservas de lítio do mundo, usados em todas as baterias das geringonças que compramos. Recurso finito também, e com uma geopolítica complicadíssima... Enquanto isso inventores, empresários e corporações perseguem tecnologias verdes, energias limpas, novos materiais, produtos modulares, paradigmas inteiramente novos que podem futuramente deixar as bombas de gasolina às moscas (veja post sobre o carro movido a ar...). Definitivamente, um neo-capitalismo é premente. Vou chamar de Eco-Capitalismo, em que o termo ecologia não trata de meio-ambiente, mas da natureza no sentido mais amplo – a natureza somos nós.

LINK - http://www.youtube.com/watch?v=6WwPHeM5ltI ou no blog:

[DIGITAL] Já estás por dentro da Web 3.0 ?


Você provavelmente como eu mal tinha começado a digerir a Web 2.0 e já vem aí a versão 3.0. A diferença entre ambas é o que me proponho a explicar, depois que vi Tim Berners-Lee, inventor da world wide web dando palestra sobre o assunto na última Campus Party.

O termo Web 2.0 foi inventado pela O’Reilly Media/EUA em 2004 para batizar conferências sobre a web pós-bolha da Nasdaq (falência de várias .com) onde se percebeu que as empresas sobreviventes tinham uma característica comum: tratavam a web como plataforma baseada em redes sociais e fruto de uma inteligência coletiva, com aplicativos que se tornam melhores quanto mais são usados pelas pessoas e poderosos mecanismos de busca. Uma das regras que Tim O’Reilly propunha era o “beta perpétuo”, softwares que estão em permanente aprimoramento e aplicativos repousados na rede, e não nos hardwares de usuários ou corporações, com códigos abertos e programação modular para quem quiser colaborar (“The Network is the Computer” diz a Sun Microsystems). Os softwares não são mais vendidos como pacotes fechados, mas serviços mensais. O mesmo aconteceu com os conteúdos (a Consumer Generated Media-CGM): agora todo mundo cria, contribui e compartilha fotos, mp3, artigos, filmes, notícias, críticas em blogs, fotologs, wikis, jornais online, fóruns etc, apoiadas por licenças que liberam os direitos autorais como Creative Commons. A velocidade com que a tecnologia e conteúdos da rede avançaram nesse modelo é visível.

A Web 3.0, ou web semântica, foi termo inventado pelo jornalista do NYTimes John Markoff, prevista para ser a nova geração que chegará em 5 a 10 anos. Será a organização e uso de maneira mais inteligente de todo o conhecimento já existente na web, onde ela se transforma de rede em uma gigantesca base de dados auto-organizados por programas que usam raciocínio semântico. Você faz uma pergunta ao site e ele traz informações mais inteligentes e eficientes, e mesmo que não se lembre de um termo específico, por dedução o programa encontra a info. Ex: “filmes com aquela atriz americana que tem um bocão e um monte de filhos” (você já sacou que é a Angelina Jolie, o site de busca fará o mesmo). Tim Berners-Lee está de cabeça nesses estudos, então é coisa para levar a sério. A Puc-Rio desenvolve projeto para o nosso idioma.

terça-feira, 3 de março de 2009

[ÊPA] Você sabe de onde vem a palavra SHIT ?


Essa foi boa, mandada pelo meu amigo Cristóvão Pereira (blog Pensando): nos séculos 16 e 17 era comum navios transportarem estrume para servir de fertilizante. Para diminuir o peso, eles eram secados e estocados no porão. Mas o contato com a água do mar fazia o estrume produzir gás metano, e muitos navios explodiram quando marinheiros desavisados desceram ao porão com um lampião.

Por causa disso, ao descobrirem a causa dos acidentes, todo estrume embarcado ia embalado com o selo "Ship High in Transit"(acondicione no alto durante o transporte), para evitar o contato com a água. O nome pegou, e todo mundo passou a se referir ao estrume como SHIT.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

[DIGITAL] Digital Media Conference em SP


Imperdível este workshop de um dia só, para quem quer ficar antenado com as últimas técnicas para explorar branding e marketing no novíssimo universo digital e de convergência de tecnologias (mobile, TV digital e web 2.0).

Entre no link http://www.corpbusiness.com.br/evento/digital_media_conference_2/index.html para maiores detalhes. O defeito é que não informam o preço em nenhum lugar, vc precisará se cadastrar antes.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

[DIGITAL] As pessoas não lêem mais. Será? Depende do formato !


Lula se gaba disso. Steve Jobs da Apple acredita. Mas os fatos desconfirmam essa tendência. Os jovens estão devorando tudo que podem, eles nunca leram ou escreveram tanto como hoje. Desde que esteja em formato digital, em redes sociais e caiba no bolso. O velho mercado editorial, com conteúdos estáticos e repousados sobre polpa de árvore, está com os dias contados, idem ao tsunami que varreu a indústria fonográfica.

Os e-Books, como o pioneiro Kindle da Amazon (vendeu 500 mil unidades no primeiro ano, mais que o iPhone) são o novo modelo editorial, assim como um dia processadores de texto substituíram máquinas de escrever e blogs ganharam mais espaço que empresas jornalísticas. É mudança de paradigma. Curiosamente, o tamanho e a boa definição da tela do iPhone já estão garantindo à Apple um bom naco desse novo mercado. O Google digitalizou 1,5 milhão de livros em domínio público para download via Google Book Search. A Amazon oferece 230 mil títulos. A auto-publicação de obras literárias é outra tendência em ascensão, substituindo a peregrinação por editores interessados, demora no lançamento e baixo retorno financeiro para o autor.

Na CES de Las Vegas, mais importante feira de inovação eletrônica do mundo, surgiram telas flexíveis e retráteis, finas como folhas de papel, dobráveis como braceletes, enroláveis como cartolinas, feitas de compostos orgânicos que transmitem luz quando recebem carga elétrica, como o Oled, ou novos materiais ultra-resistentes, como o grafeno (derivado do carbono), que pode vir a substituir o silício dos chips, e impressão usando tinta eletrônica E-Ink. Os players são a Sony, a DuPont, a HP, o Exército Americano, o MIT, entre outros pesos-pesados da indústria e academia.

Ambientalmente mais amigáveis que mídias à base de celulose, com alta capacidade de conteúdos (o Kindle 2 armazena 1.500 livros em 300gr de peso a US$ 360) e alta definição da imagem, facilmente transportáveis, os e-Books e o e-Paper serão os MP3 do mundo literário.


Leia mais tendências no site do IDG Now (listado neste blog), que reproduz matéria da Computerworld USA.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

[PLANETA] Por uma Indústria Eletrônica eco-amigável



Um movimento importante que está em curso é o "Green IT", ou a preocupação ambiental com o e-waste, o lixo eletrônico. Se você é de empresa do ramo ou um consumidor voraz das últimas novidades tecnológicas (computadores, celulares, TVs, videogames), é importante saber que não se pode falar de consciência ambiental sem uma mudança radical na forma como são pensados, fabricados e descartados os produtos de maior grau de obsolescência do planeta - e a indústria já está se mexendo.

Em post de 11/ago/08 mencionei que 70% da produção mundial de lixo eletrônico fica na China (500 toneladas/ano). Em lugares como Karachi (Paquistão) e Ghana (África), milhares de trabalhadores e até crianças ganham a vida desmantelando sucata eletrônica exportada pela Europa, em busca de qualquer coisa que se aproveite - como fios de cobre e metais - e o resto (vidro, plástico, borracha) é simplesmente queimado, sem qualquer proteção para a saúde dos trabalhadores e do próprio planeta.

Um interessante estudo do Greenpeace, "Green Electronics Survey 2008", baseado numa metodologia criada em 2006 para analisar os quesitos pelos quais um produto eletrônico pode ser efetivamente considerado eco-amigável, traz dados e um ranking de empresas nas principais categorias do ramo. Os indicadores são:

1) Uso de substâncias químicas perigosas
2) Consumo de energia do produto
3) Ciclo de Vida - reciclabilidade, uso de plástico reciclado, garantias estendidas e coleta no descarte
4) Transparência sobre os dados envolvendo a fabricação e inovações que reduzam o impacto ambiental

Algumas conclusões interessantes do estudo: a expansão dos LEDs em telas, poupando energia e evitando o uso de mercúrio; como celulares e notebooks estão mal no uso de carcaças plásticas em comparação com TVs e monitores; a drástica redução de substâncias tóxicas como PVC, antimônio e berilo realizada pela indústria; a necessidade de divulgar de forma mais contundente os avanços ambientais dos produtos via marketing, para isso ter peso nas decisões de compra e a formação de uma cadeia logística reversa para que os produtos acabem sendo efetivamente reciclados. O produto campeão na somatória de todos os indicadores foi o Lenovo L244 0x wide monitor.

Quer saber os outros heróis e vilões nas diferentes categorias de produto? Quer saber como está o seu setor? Entre e veja o pdf do Greenpeace em http://www.greenpeace.org/raw/content/international/press/reports/green-electronics-survey-2.pdf